Quem está na ponta vendedora é a gestora HSI, que seguirá com a outra metade dos hotéis e continuará com a gestão dos ativos. A HSI havia comprado o Hilton Morumbi em 2020 e o de Copacabana em dezembro de 2023, este último por R$ 550 milhões pagos à Blackstone. As aquisições foram feitas na época em parceria com o GIC, o fundo soberano de Singapura.
Em ambos os casos, fontes da época relatam que a gestora pagou cerca de R$ 1 milhão por quarto. Juntos, os dois hotéis somam 868 quartos e 392 vagas de garagem em terrenos localizados em áreas nobres de Rio e São Paulo.

Pelo desenho da transação, o CPPIB entrará no negócio via um veículo de investimento ainda a ser constituído, do qual a HSI também participa com fatia mínima, na função de gestora.
Para a HSI, o desenho preserva o controle operacional e libera capital. A gestora vinha sinalizando ao mercado a intenção de montar um fundo de hotéis e levar o veículo à Bolsa.
Novo sócio do Hilton
A entrada do CPPIB é a primeira aposta direta do fundo em hotelaria brasileira. O grupo já tinha exposição indireta ao setor via participação minoritária na HBX Group, espanhola que opera no atacado de reservas hoteleiras.
Em real estate, o CPPIB anunciou em 2025 uma joint venture com a Cyrela com meta de US$ 400 milhões para residencial em São Paulo, e mantém parcerias antigas com BTG Pactual e Cyrela em outros segmentos imobiliários.
O Canada Pension Plan Investment Board, nome completo do CPPIB, é o fundo que administra as aposentadorias públicas dos canadenses e tem cerca de US$ 575 bilhões em ativos.