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Análise

Agro: a Indústria-Riqueza do Brasil; Conheça a ação que recomendamos no setor

Esta análise é de uma ação que faz parte da carteira Easy Top 10 de setembro, portanto não se trata de uma recomendação isolada. Sugiro seguir a carteira para obter maior diversificação e menor risco.

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Olá amigos!

Agro é tech, agro é pop

Vamos falar um pouco sobre o setor que todo brasileiro deveria ter orgulho! Não é de hoje que o setor agrícola carrega a economia brasileira nas costas e se voltarmos no tempo, os livros de história nos mostram que o Brasil, desde 1.500, sempre teve uma ligação muito forte com as atividades no campo.

Fonte: SLC Agrícola

A monocultura fez parte da economia brasileira desde o começo da colonização. Primeiro a cana-de-açúcar, depois o algodão e o café sustentaram por muitas décadas a economia do país. A geração dessa riqueza foi também a base da urbanização e do processo de industrialização que ocorreu a partir de 1.930.

Atualmente, além dos produtos tradicionais, como açúcar, algodão e café, o Brasil se destaca na soja, no milho, na produção de biocombustíveis (etanol e biodiesel), no processamento de carnes, no suco de laranja, na celulose, etc. Hoje, podemos afirmar que o Brasil alimenta o mundo, apesar da realidade social dramática de muitos brasileiros.

Para termos uma noção deste gigante, o Agronegócio representou 21% do PIB brasileiro em 2019, atualmente é composto pelas maiores produtoras de grãos e proteína animal do mundo.

Comparado a igual período de 2019, o PIB brasileiro caiu 11,4% no segundo trimestre de 2020, sendo essa a maior contração trimestral registrada na série histórica, iniciada em 1996. Porém, entre as atividades, a Agropecuária cresceu 1,2%, a Indústria teve queda de 12,7% e Serviços caiu 11,2%, em relação ao mesmo período de 2019. 

Como grande parte da produção destas companhias são destinadas à exportação, o câmbio neste nível tende a beneficiar o setor e apesar da crise, o mundo precisa se alimentar. O reflexo deste movimento foi sentido pelos brasileiros na alta dos preços, como no polêmico caso do arroz.   

Pesquisas mostram que nos próximos dez anos a oferta mundial de alimentos vai continuar crescendo, e que o Brasil é o país que tem a maior capacidade de aumentar sua produção, com crescimento projetado de pelo menos o dobro do que a média global poderia alcançar.

Porém, tudo tem seus riscos!

Risco: passivos (dívida) em dólar, efeitos climáticos sobre a produção, imagem desgastada do país no que diz respeito a responsabilidade ambiental podem fechar portas, disputas comerciais e conflitos geopolíticos envolvendo as grandes economias globais podem prejudicar o comércio do Brasil com a Ásia, Europa e EUA.

Na nossa carteira de ações Easy Top 10 de setembro, 20% do portfólio é destinado ao setor agro, com empresas que atuam em atividades distintas e uma delas destacamos abaixo: 

SLC Agrícola

Fonte: SLC Agrícola

A SLC Agrícola foi fundada em 1977, é uma das maiores produtoras mundiais de grãos e fibras, focada na produção de algodão, soja e milho. Foi uma das primeiras empresas do setor a ter ações negociadas em Bolsa de Valores no mundo, tornando-se uma referência no seu segmento.

Com um valor de mercado em R$ 4,9 bilhões, a SLC é listada no Novo Mercado, grau mais elevado dentre os níveis diferenciados de governança corporativa da B3.

Atualmente possui 17 Unidades de Produção estrategicamente localizadas em 6 estados brasileiros (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Piauí, Bahia e Maranhão) que totalizaram mais de 400 mil hectares. A diversificação da localização de suas propriedades minimiza os potenciais riscos climáticos regionais e a incidência de pragas e doenças.

Fonte: SLC Agrícola

Ao longo de sua história, a SLC Agrícola desenvolveu uma sólida expertise na prospecção e aquisição de terras em novas fronteiras agrícolas. O processo de aquisição de terras com alto potencial produtivo também visa capturar a valorização imobiliária no Brasil em função das vantagens comparativas em relação aos principais produtores agrícolas do mundo, tais como Estados Unidos, China, Índia e Argentina.

A Empresa optou por um modelo de negócio híbrido, que pode ser subdividido em três abordagens básicas: 1) Operação agrícola em terras desenvolvidas próprias; 2) Operação agrícola em terras arrendadas (e Joint Ventures); 3) Aquisição de terras brutas para transformação e venda.

ESG – Environment, Social and Governance

A geração de valor pela companhia se materializa em diversas iniciativas de ESG, como o uso mais eficiente de insumos impulsionado pela tecnologia, a qualificação e inclusão digital dos colaboradores, o desenvolvimento das comunidades em que atua e a preservação do meio ambiente como condição necessária para o desenvolvimento futuro das atividades.

Fonte: SLC Agrícola

Agora vamos falar um pouco sobre os números da SLC?

Em plena crise, a Receita Líquida da companhia cresceu 36,2%, no 2T20 em relação ao 2T19, principalmente devido ao maior volume de soja comercializado. No semestre, teve um aumento de 15,8%, em virtude do aumento de 11,2% no volume faturado somado à elevação dos preços unitários em todas as culturas.

Nos último 5 anos, a Receita Líquida da companhia cresceu a uma taxa anual composta de 15,2%:

Fonte: Status Invest

O EBITDA Ajustado no trimestre atingiu R$144,8 milhões, com aumento de 30,9% em relação ao 2T19. A margem EBITDA Ajustada encerrou o período com 25,7%.

O lucro Líquido acumulado do ano avançou 9% em relação ao ano anterior, com R$352,5 milhões e no último trimestre a geração de caixa livre foi positiva em R$56,5 milhões, com o pagamento de dividendos de R$73,7 milhões ocorrido em maio.

Apesar do recuo 2018/2019, nos último 5 anos, o Lucro Líquido da companhia cresceu a uma taxa anual composta de 35%:

Fonte: Status Invest

Com base nos indicadores financeiros abaixo, entendemos que ainda estão atrativos:

Preço/Lucro (14,76)
Preço/Valor Patrimonial (1,72)
Dividend Yield (3,05%)
Margem Líquida (10%)
Liquidez Corrente (1,61)
ROE (11,66%)

Análise Técnica (SLCE3): com um forte movimento de alta no dia 14 de setembro (+5,46%) e continuidade em 18/09, SLCE3 conseguiu romper uma resistência importante em torno de R$ 25,00 e se afastou da média móvel de 21 períodos (linha vermelha), destravando o ativo no curto prazo. Acreditamos na continuidade do movimento em direção ao nosso preço alvo de R$ 29,00.

Desde a recomendação em 29 de maio, SLCE3 valorizou 8,4%.

Fonte: Tradingview

* Esse é um conteúdo de análise de um especialista de investimentos da Easynvest, sem cunho jornalístico. 

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