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Dinheiro traz felicidade? Veja 8 dicas para lidar melhor com as finanças

Tanto a ciência como a economia buscam há décadas respostas sobre o tema. O Cafeína de hoje trouxe alguns estudos publicados para jogar luz no assunto.

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A ciência busca por décadas entender se a felicidade está na lista de itens impagáveis, e se devemos buscar cada vez mais formas para conquistá-la. A verdade é que, enquanto um famoso ditado diz que dinheiro não traz felicidade, alguns estudos de economia comportamental buscam entender e até comprovar – ou não – a negativa.

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Muitas das nossas decisões, sejam de consumo como profissionais, vêm da nossa relação psicológica com o dinheiro. E considerando alguns dos principais estudos que relacionam felicidade e dinheiro, tentamos buscar a resposta de um milhão de dólares. É um tema complexo, já que é difícil descolar renda de bem-estar emocional. E ao mesmo tempo, há fatores mais importantes que dinheiro nessa equação.

Ganhadores da loteria

Em um dos estudos mais clássicos da economia, realizado em 1978 pelos psicológos Philip Brickman, Dan Coates e Janoff-Bulman, foi feita uma pesquisa com ganhadores da loteria. Passado um tempo depois do prêmio, eles relataram que não eram mais felizes do que pessoas que sofreram um acidente grave de carro e ficaram com sequelas. A conclusão do estudo foi que nós sempre nos acostumamos a uma nova situação, seja ela boa ou ruim.

As pessoas se adaptam rapidamente as mudanças, sejam boas ou ruins, e se decepcionam ao perceber que a felicidade de ganhar uma determinada quantia não dura para sempre. Mesmo alguém que fique rico de repente, cedo ou tarde, deixa de ser afetado positivamente pelo dinheiro. Por isso era comum justificar que dinheiro não trazia felicidade.

Já em 2018, três outros pesquisadores (Erik Lindqvist, Robert Ostilin e David Cesarini) também entrevistaram ganhadores de loteria, que disseram exatamente o contrário do estudo anterior.

Segundo as entrevistas, eles disseram que a vida nunca foi tão boa como era depois do prêmio. Segundo os relatos, o dinheiro trouxe mais tempo com a família e os amigos, trouxe um melhor atendimento médico, condições de se alimentar melhor, fazer viagens, além de poder ter um trabalho mais satisfatório. Ou seja: uma vida com menos preocupações e mais conforto.

Já em um outro trabalho publicado recentemente, foi proposto um tira-teima com a mesma questão, mas com uma outra abordagem. Um psicólogo da universidade da Pensilvânia pesquisou trinta e três mil pessoas e seus sentimentos no dia a dia. Em horários diferentes, os entrevistados responderam várias perguntas sobre o nível de felicidade naquele momento específico. A pergunta era básica: “como você se sente agora?”

Felicidade média de cada pessoa

As perguntas feitas em diferentes momentos do dia dos entrevistados renderam um milhão e setecentas mil respostas. Com esses dados em mãos, o cientista da pesquisa calculou a felicidade média de cada pessoa, e cruzou as respostas com a renda de cada um. E sabe o que foi descoberto? Ele descobriu que, quanto mais dinheiro os entrevistados tinham, mais eles relataram se sentir bem, não importava a hora. Na outra ponta, quanto mais a renda caía, caía também o bem estar da pessoa entrevistada.

Segundo o professor e autor do estudo, ter dinheiro aumenta a sensação de controle sobre a própria vida. É a equação: quanto mais controle da vida, mais felicidade se tem. Ele cita o exemplo do desempregado: uma pessoa que perdeu o emprego, mas tem uma reserva financeira, pode esperar um certo tempo até aparecer uma vaga melhor.

Já o contrário, alguém que esteja desempregado, mas não tem uma reserva de emergência, acaba pegando qualquer trabalho que aparecer na frente. O resultado é que será bem mais provável que essa pessoa acabe sendo infeliz nesse novo emprego.

Mito sobre o dinheiro

Outro mito que o estudo descontrói é que o dinheiro só tem valor até um determinado ponto. Esse mito foi criado em 2010, após dois ganhadores do prêmio Nobel de economia chegarem a conclusão de que 75 mil dólares por ano seriam suficientes para suprir todas as necessidades de uma família americana. Ou seja: a ideia era que acima desse valor, o nível de felicidade se aprumasse. Mas não foi o que aconteceu. A verdade é que não surgiu um ponto onde o dinheiro deixou de ter importância.

A conclusão não é um recado para que as pessoas foquem apenas em dinheiro. Segundo o estudo, apesar de o dinheiro ser mais importante do que se pensava, existem também outras formas de ter controle sobre a vida. Aproveitar o tempo, ter mais contato com os amigos ou trabalhar no que se gosta são um exemplo. Porém, tudo isso, na maioria das vezes, está ligado a uma maior independência financeira.

Não dependemos apenas de gastar para sermos felizes. Mas muitas vezes, as experiências são provenientes de algum investimento financeiro, e isso nos ajuda a ter uma vida mais feliz. No entanto, precisamos identificar o que nos dá essa sensação de real satisfação.

Segundo a professora e pesquisadora do departamento de psicologia da universidade de British Columbia, Elizabeth Dunn, as pessoas não conhecem os fatos científicos sobre felicidade, o que a traz e o que a mantém. Como consequência, muitos não sabem como usar o dinheiro para aproveitá-la.

Para ela, não é surpreendente que um milionário que nada entende de vinho tenha uma adega caríssima em casa, mas prefira mesmo é beber cerveja. E não surpreende que pessoas com muito dinheiro não tenham vidas mais felizes. O dinheiro é uma oportunidade para a felicidade, mas nem todos sabem como aproveitá-la. E segundo a pesquisadora, é aí que está o segredo.

Listamos aqui oito dicas para você lidar melhor com o dinheiro e aproveitar a tranquilidade que ele pode oferecer:

  1. Prefira experiências como viajar ou ir a um show, a adquirir coisas.
  2. Presenteie mais os outros do que apenas a si próprio.
  3. Prefira pequenos prazeres a gastos elevados.
  4. Gaste menos.
  5. Pague agora, consuma depois (não o contrário).
  6. Preste mais atenção nos atributos do produto, e no que ele pode te oferecer.
  7. Coloque na balança os efeitos negativos de um gasto desnecessário (ou seja: não gaste por impulso).
  8. Esse na verdade é fundamental: tenha uma boa reserva de emergência e invista em educação financeira.

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