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Cafeína

É hora da CVC Brasil decolar?

Apesar de amargar queda nas receitas, a CVC Brasil (CVCB3) espera sair da crise causada pela pandemia em uma posição mais dominante do que quando entrou.

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Samy Dana e Dony de Nuccio comentam sobre as ações da CVC. Com as restrições de mobilidade, cancelamento de viagens e fechamento de fronteiras, as empresas ligadas ao setor de turismo foram duramente castigadas. A questão é que o setor foi o primeiro a ser impactado e deve ser o último a ser totalmente retomado.

No ano passado, entre janeiro e outubro, o setor perdeu 900 milhões de turistas internacionais, segundo dados da OMT (a Organização Mundial de Turismo). Este impacto se traduz na perda de 935 bilhões de dólares em receitas. No Brasil, o setor registrou uma queda de 55,6 bilhões de reais na comparação com 2019. Quem mais ficou prejudicado foi o setor aéreo, perdendo pouco mais da metade da média do seu faturamento anual. Também foram eliminados 110 mil postos de trabalho, dos quais 87 mil foram em hotéis, agências de viagens e operadoras turísticas, segundo a Fecomercio-SP.

Já nos primeiros seis meses de 2021, o turismo nacional registrou uma queda de 3% e diminuição de 1,9 bilhão de reais no faturamento. O mês de junho, porém, teve uma alta de mais de 47% quando comparado com o ano passado. Mas ainda assim foi 26% menor do que o registrado antes da pandemia, em 2019. O que comprova como fica cada vez mais difícil comparar com o período pré-pandemia.

Com a redução das restrições e o avanço da vacinação, o setor vem retomando fôlego a galope da reabertura de fronteiras.

Ações CVCB3

Apesar de amargar queda nas receitas, a companhia de viagens CVC Brasil (CVCB3) espera sair dessa crise numa posição mais dominante do que quando entrou. Capitalizada, já que em junho a companhia teve um aumento de capital privado no montante de R$ 480 milhões, a empresa aproveitou o momento para expandir sua atuação por meio de aquisições e ajustar a sua parte operacional justamente de olho na retomada do turismo. A empresa tem inclusive perspectivas de que a melhora do ambiente de viagens já se reflita no balanço do terceiro trimestre. É aguardado pela companhia uma explosão do turismo local na temporada de fim de ano, desde aviões lotados, hotéis com ocupação cheia e alto índice de imunização.

No seu balanço do segundo trimestre, ainda sofrendo os impactos de restrições para o controle da pandemia, a CVC registrou 1,4 milhão de passageiros embarcados – cerca da metade do registrado no mesmo período de 2019. A receita líquida, de 115,5 milhões de reais, ficou 30% abaixo da registrada no primeiro trimestre do ano. O resultado foi penalizado pelo mercado, com as ações da companhia fechando em queda de mais de 8% no dia da divulgação.

Devoluções

A questão é que o balanço da operadora de viagens também foi afetado pelos pedidos de reembolsos acumulados desde o segundo trimestre de 2020. Estas foram receitas que não puderam ser efetivadas e ainda tiveram de ser devolvidas. Desde o início da pandemia que a companhia vem oferecendo formas para remarcar as reservas que foram adiadas, concessão de crédito para uso de abatimento em compra futura, ou então devolvendo o dinheiro dos clientes. Mas ao que a empresa indica, nos próximos trimestres, estas devoluções serão expressivamente menores.

Mas vale ressaltar que no trimestre, a CVC aumentou sua receita em operações na Argentina, onde adquiriu as fatias restantes na Biblos e Avantrip, uma holding de serviços de viagens. Com isso, a CVC que já detinha 60% das companhias, passou a deter 100% de participação. Apesar da nova aquisição, que também inclui a empresa brasileira de aluguel de casas de temporada VHC, o objetivo da CVC é focar nas operações já existentes e integrar novas tecnologias.

Vale a pena investir em CVC?

Segundo o analista da Levante, Enrico Cozzolino, para o investidor que está analisando se vale ou não a pena entrar nas ações da CVC e assim ter ganhos quando de fato o turismo deslanchar com a pandemia já “apaziguada”, deve ser analisado o número de reservas de viagens. Este foi o ponto de destaque no resultado da companhia. O número de reservas subiu 728% em relação ao mesmo período de 2020, e 21% em relação ao trimestre anterior. E estes resultados, segundo o analista, superaram as projeções do mercado.

“Por mais que a curto prazo essas reservas não se transformem em uma receita concreta, é um ponto a se olhar com bons olhos – claro que se nenhuma variante mais forte aparecer e não aumentar o número de internações”, aponta o analista que indica ao investidor olhar o número das reservas. “Este é um primeiro indicativo de que o pior pode estar passando”.

Este conteúdo é de cunho jornalístico e informativo e não deve ser considerado como oferta, recomendação ou orientação de compra ou venda de ativos.

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