Siga nossas redes

Cafeína

Fundos imobiliários de ‘papel’: por que eles estão sofrendo menos em 2021?

Com CRIs e LCIs indexados à inflação, os FIIs de papel são ativos indicados para o investidor que deseja preservar capital.

Publicado

em

Não é novidade que os fundos imobiliários de shoppings e de escritórios foram impactados com o isolamento social. Seja pela vacância de lojas, queda nas receitas e inadimplência, o que consequentemente causou a derrocada no rendimento destes fundos.

E é por estes motivos que muitos destes FIIs estão hoje descontados em bolsa. Porém, ao que tudo indica, o pior já passou e neste momento ter uma exposição controlada a estes segmentos pode ser uma oportunidade de comprar ativos mais baratos e com descontos em relação ao seu valor patrimonial.  

Mas diferentes destes fundos, os fundos imobiliários de “papel”, como os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e LCIs (Letras de Crédito Imobiliário), sofrem menos impactos de curto prazo, já que estes títulos continuam rentabilizando os fundos. Mas isso só é válido se não houver uma crise de crédito, o que que não foi o caso até aqui. Como alguns destes são títulos indexados à inflação – que nos últimos 12 meses está com os principais índices (IPCA e IGPM) sob forte pressão – estes ativos são uma boa pedida se o investidor quiser preservar capital.

Dado este panorama, não seria equivocado afirmar que 2021 vem sendo o ano dos FIIs de papel.

Na carteira de fundos imobiliários do Nu invest, foram priorizados os FIIs de papéis indexados à inflação/CDI além dos FIIs de galpão logístico. Essa última modalidade continua em um momento positivo dado o crescimento do e-commerce além da necessidade de ampliação dos canais de distribuição por parte das empresas.

O que esperar?

Segundo o analista José Falcão, mais relevante do que o juro nominal atual ou do final deste ano, é o juro real de longo prazo (descontado a inflação). “Temos hoje um juro real em torno de 4% negativo ao ano, já que a inflação está em cerca de 8,3% ao ano. E como é esperado que tenhamos nos próximos meses níveis mais elevados de juros, é preciso reconhecer que com uma taxa Selic mais alta, todas as classes de ativos são influenciadas, já que o custo de capital aumenta”, disse o analista.

Entre os FIIs de destaques cujos prêmios são considerados interessantes, segundo Falcão, está o Kinea Securities – cujo ticker de negociação é o KNSC11.

O portfólio do Kinea é dedicado ao investimento em ativos de renda fixa de natureza imobiliária, em especial em CRI com remuneração atrelada a taxas de juros reais de longo prazo e cotas de fundos imobiliários .

O fundo é dedicado primariamente à aquisição de CRIs, seguido pela aquisição de cotas de FIIs, podendo fazer operações com diferentes indexadores (como juros reais e juros pós-fixados) e diferentes níveis de risco (high-grade e high-yield). Esse dinamismo contribui para uma boa performance em diferentes ciclos de mercado.

Já o segundo FII de papel de destaque é o Capitânia Securities II (CPTS11). Ele é um fundo de recebíveis com exposição a ativos high grade, além de investir em cotas de fundos imobiliários majoritariamente de CRI.

Este FII tem uma carteira de crédito bem pulverizada, com garantias robustas e credores de baixo risco. Porém, deve-se destacar que ao investir em fundos que compram “papel” há riscos envolvidos. Entre eles está a inadimplência, o risco de mercado, que é o sobe e desce no valor das cotas, além do risco pré-pagamento. Esse último acontece quando o tomador recompra os títulos de dívida e estrutura uma nova por taxas mais baratas.

Diferentemente dos fundos de tijolo, os FIIs de papéis conseguem repassar a correção da inflação em forma de dividendos aos acionistas. E isso foi algo que ajudou muito os fundos de CRI, porque os cotistas sentiram essa transferência da inflação nos dividendos, enquanto, nos fundos de tijolo, a variação fica presa na valorização do imóvel.

A performance do segmento nos últimos tempos, incluindo o período desafiador da pandemia, também mostrou que o segmento foi bastante “defensivo”. No acumulado de 2020, foi o único que ficou no campo positivo, subindo +1,71% (o IFIX, índice de referência para os FIIs, caiu 10,24% no mesmo intervalo).

  • o que é IPCA e como a inflação impacta seus investimentos em 10 pontos

Este conteúdo é de cunho jornalístico e informativo e não deve ser considerado como oferta, recomendação ou orientação de compra ou venda de ativos.

Ganhe dinheiro com hospitais, shoppings e outros empreendimentos, tudo com taxa ZERO de corretagem! Invista em Fundos de Investimento Imobiliários

Anúncio Patrocinado Invista em Ações com TAXA ZERO de corretagem! Invista em Ações com TAXA ZERO de corretagem!