Siga nossas redes

Colunistas

O Tesouro Direto ainda é um investimento atrativo?

Especialistas respondem a dúvidas dos leitores sobre seu dinheiro; envie sua pergunta.

Tesouro Direto

Pergunta do leitor: Estou insegura em investir no Tesouro Direto depois que ouvi dizer que alguns papéis tiveram retorno negativo. Gostaria de saber se é verdade que posso perder dinheiro e se ainda vale a pena comprar os títulos públicos.

Resposta de Rejane Tamoto:

Nos últimos meses, os títulos do Tesouro Nacional negociados no site Tesouro Direto tiveram oscilação na rentabilidade. O que mais chamou a atenção foi o título Tesouro Selic, que apresentou retorno negativo em setembro. De todos, é o considerado mais conservador e isento da taxa de custódia da B3 para quem tem até R$ 10 mil.

O que aconteceu recentemente não significa que os títulos perderam atratividade, mas mostra que eles também estão sujeitos a oscilações. Isso ocorre por causa da marcação a mercado. O que significa? Que o preço dos títulos muda diariamente e essa atualização se reflete na rentabilidade. Se não houver resgate nos dias de desvalorização, o investidor não concretizará perdas.

Os títulos do Tesouro com rentabilidade pré-fixada e os ligados à inflação (IPCA) são os que mais oscilam diariamente, mas se o investidor esperar o vencimento terá o retorno combinado.

Se o vencimento estiver muito distante é maior o risco de o cenário mudar e o investidor ter um retorno abaixo da média de mercado. Por exemplo: uma rentabilidade de 7,29% ao ano para resgatar um título que vence em janeiro de 2026 parece muito boa pensando na taxa básica de juros de 2% ao ano de hoje. Esse é exatamente o problema: não sabemos o que pode acontecer e como estarão os juros daqui a cinco anos. E se estiverem em 10% ao ano? O investidor receberia menos nesse cenário hipotético.

Uma forma de não se expor demais às oscilações dos títulos do Tesouro é diversificar seus investimentos. Uma forma de fazer isso de maneira profissional é por meio de fundos de investimentos, que reúnem o dinheiro dos investidores, que são cotistas, para aplicar em uma série de títulos: não só os do governo, mas também os ligados a empresas dos mais diversos setores.

O mais importante é que os fundos têm gestores com experiência para escolher os títulos de melhor qualidade de cada setor.  Dessa maneira, conseguem capturar rentabilidade em cenários diferentes. Um exemplo: no mês em que o Tesouro Selic teve retorno negativo, muitos fundos que têm esses títulos e também os de empresas, conseguiram ficar no azul. Uma carteira de investimentos diversificada é capaz de proporcionar bons resultados em cenários diferentes. Mesmo que um título caia, outro poderá subir. É assim que funciona o mercado, por isso o ideal é diversificar.

*Rejane Tamoto é Planejadora Fiduciária da Fiduc

As informações neste artigo são de inteira responsabilidade do autor e não do InvestNews e das instituições com as quais ele possui ligação. Envie sua pergunta para [email protected]

Abra sua conta! É Grátis

Já comecei o meu cadastro e quero continuar.