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MicroStrategy compra mais US$ 150 milhões em bitcoin

Com o novo aporte, a empresa passa a ser dona de 138.955 BTC, um valor aproximado de US$ 4 bilhões.

*ARTIGO

A MicroStrategy, empresa de tecnologia do maximalista do Bitcoin Michael Saylor com maior número de bitcoins (BTC) em caixa do mundo, retomou sua onda de acumulação da moeda após três meses desde a última compra.

Na última segunda-feira (27), Michael Saylor divulgou em seu Twitter que a MicroStrategy fez novo aporte de cerca 6.455 BTC por US$150 milhões, e quitou sua dívida com o falido banco Silvergate — que fazia investimentos em criptomoedas — garantindo 22% de desconto. 

“A MicroStrategy pagou seu empréstimo de US$ 205 milhões ao Silvergate com um desconto de 22%. Em 23/03/23, a $MSTR adquiriu ~6.455 bitcoins adicionais por ~$150M a uma média de ~$23.238 por #bitcoin e manteve ~138.955 BTC adquiridos por ~$4,14B a uma média de ~$29.817 por bitcoin.” (Reprodução/Twitter)

Depois dessa nova compra, a MicroStrategy passou a deter um total de 138.955 BTC na sua reserva, adquiridos ao longo dos anos por um total de US$ 4,1 bilhões a um preço médio de US$ 29.817 por bitcoin.

A recente compra de bitcoin pela empresa de Michael Saylor só reforça como o maximalista segue confiante de que o BTC é uma reserva de valor superior ao ouro, assim como a moeda possui grande potencial de valorização — especialmente agora que o BTC acumula uma alta de mais de 70% no ano.

Impulsionado pela quebra dos bancos tradicionais, o bitcoin soma valorização que ultrapassa 70% em 2023. (Reprodução / Fonte: Tweet do anúncio feito por Michael Saylor)

Por que Michael Saylor vê o BTC como uma reserva de valor?

O ex-CEO da MicroStrategy é um dos maiores defensores do bitcoin como a melhor forma de reserva de valor que existe atualmente. 

Ele acredita que o BTC é o melhor meio para armazenar valor e proteger a riqueza no longo prazo devido a diversas características únicas que o diferenciam do ouro e de outras formas de investimento.

Saylor argumenta que o bitcoin tem uma escassez absoluta, com um limite máximo de 21 milhões de unidades, enquanto o ouro tem um suprimento desconhecido e em constante mudança devido à descoberta de novas minas e tecnologias de mineração.

Outro ponto-chave que reforça a tese mencionada por Saylor é a confiabilidade do BTC por ser um ativo 100% digital. Neste caso, ele argumenta que a moeda é protegida por uma criptografia forte, sendo altamente resistente à censura e interferência governamental, o oposto do ouro, pois pode ser confiscado ou regulamentado pelo governo em tempos de crise.

Acumulação e paciência ganham jogo

À medida que empresas, pessoas e até mesmo governos continuam a adquirir BTC, a sua volatilidade diminui e sua escassez aumenta. Devido a isso e dado o atual cenário de aversão ao risco dos investidores tradicionais, a ideia da maior criptomoeda do mercado como reserva de valor se fortalece.

Sem contar a impressão de dinheiro pelos bancos centrais, muitos desses investidores estão buscando alternativas para proteger seu patrimônio e o bitcoin, como ativo descentralizado e resistente à inflação, pode ser visto como uma opção atraente para proteger a riqueza.

A escassez, a natureza descentralizada e a crescente adoção do bitcoin como uma classe de ativos reconhecida são apenas algumas das razões pelas quais essa abordagem pode ser recompensada no longo prazo.

É por esses e outros motivos que a estratégia da MicroStrategy de acumular BTC visando o longo prazo tem se mostrado assertiva. Afinal, a escassez, a segurança e a crescente adoção do bitcoin só corroboram para que a moeda tenha um futuro brilhante.

Mayara é co-autora do livro “Trends – Mkt na Era Digital”, publicado pela editora Gente. Multidisciplinar, apaixonada por tecnologia, inovação, negócios e comportamento humano.

*As informações, análises e opiniões contidas neste artigo são de inteira responsabilidade do autor e não do InvestNews.

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