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Economia

Brasil está perto de destronar EUA também no algodão

País está perto de se tornar o maior exportador mundial de algodão.

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O Brasil está perto de destronar os EUA e se tornar o maior exportador mundial de algodão. Seca e temperaturas acima de 40ºC no Texas, principal produtor de algodão nos EUA, prejudicaram as lavouras do país, enquanto o Brasil espera uma ótima safra. 

O Brasil já se tornou o maior exportador de milho e é líder no mercado internacional de soja há uma década. Rússia e União Europeia ultrapassaram os EUA nas exportações de trigo.

Algodão (Imagem de Jim Black por Pixabay)
Algodão (Imagem de Jim Black por Pixabay)

“Se a safra americana continuar a se deteriora, o Brasil poderá facilmente ultrapassar os EUA”, disse Peter Egli, diretor de gerenciamento de riscos da Plexus Cotton. “Os dois praticamente já empatam nas estatísticas. Dá para ver o Brasil se tornando o exportador número 1 na atual safra.”

EUA e Brasil juntos respondem por mais de metade da oferta global. 

A estimativa mais recente do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para as exportações americanas no ano-safra 2023-24 foi de 12,5 milhões de fardos, mas esse número provavelmente será reduzido no relatório que será divulgado na terça-feira.

A última projeção para os embarque do Brasil foi de 11,25 milhões.

Os analistas esperam que o USDA reduza sua previsão de exportações americanas porque a seca afetou a safra e reduziu a qualidade da fibra. A qualidade do algodão nos EUA “não tem sido tão boa” nos últimos anos por causa das secas, enquanto o do Brasil tem “qualidade muito boa” devido aos padrões de chuva do país, disse Jack Scoville, vice-presidente da Price Futures.

Algodão (Imagem de Staleybk por Pixabay)
Algodão (Imagem de Staleybk por Pixabay)

No Texas, que teve seu segundo verão mais quente já registrado, apenas 11% da safra de algodão foi classificada como boa ou excelente, segundo dados do USDA.

A produção dos EUA deve vir abaixo de 14 milhões de fardos, de acordo com os números mais recentes do USDA. O Brasil está a apenas 1 milhão de fardos atrás, o que torna o país o “adversário mais temido”, disse Buddy Allen, presidente da Associação Americana de Exportadores de Algodão. 

E o Brasil deve continuar a aumentar a produção e as exportações de algodão nos próximos anos. Com a queda dos preços do milho, os agricultores podem mudar parte da sua área de cultivo de milho para algodão. Atualmente, as margens são muito melhores no Brasil do que nos EUA.

“Temos ouvido que os produtores pretendem aumentar a área plantada de algodão para o ano que vem”, disse Cleiton Gauer, superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA). “Como não podemos absorver toda a oferta, exportaremos mais.”

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