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Economia

Com retração de 1,84% em maio, IGP-M tem deflação pela 3ª vez no ano

No ano, o índice acumula retração de 2,58%; já em 12 meses, a queda é de 4,47%., segundo a FGV/Ibre. 

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O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou queda de 1,84% em maio, sendo este o terceiro recuo mensal em 2023. O resultado foi puxado pelos preços ao produtor, que tiveram a maior queda já registrada em meio à baixa das commodities.

Em abril, o indicador havia registrado deflação de 0,95% e em fevereiro, de 0,06%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE).

Com o resultado, o índice acumula retração de 2,58% em 2023. Já em 12 meses, a queda é de 4,47%.

Em maio de 2022, o índice havia subido 0,52% e acumulava alta de 10,72% em 12 meses, segundo divulgou a Instituição.

“A deflação registrada no índice ao produtor (-2,72%), a maior de sua série histórica, foi influenciada pela redução dos preços de cinco grandes commodities, que juntas, respondem por aproximadamente 1/4 do peso total do IPA. Entre essas, vale citar o comportamento dos preços do minério de ferro (de -4,41% para -13,26%) e da soja (de -9,34% para -9,40%)”, afirma André Braz, Coordenador dos Índices de Preços.

IPA

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 2,72% em maio, ante queda de 1,45% em abril. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais caiu 0,16% em maio. No mês anterior, a taxa do grupo havia subido 0,81%.

A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 0,65% para queda de 0,64%, no mesmo período. O índice relativo a Bens Finais, que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, caiu 0,09% em maio, após alta de 0,80% no mês anterior.

A taxa do grupo Bens Intermediários registrou nova queda agora com menor intensidade, passando de recuo de 1,74% em abril para 1,49% em maio. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cujo percentual passou de queda de 1,23% para 0,61%. O índice de Bens Intermediários, obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, caiu 0,64% em maio, contra queda de 1,05% em abril.

IPC

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,48% em maio. Em abril, o índice havia variado 0,46%. Seis das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo alimentação, cuja taxa de variação passou de 0,36%, para 0,79%. Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item hortaliças e legumes, cujo preço teve queda de 0,68%, ante alta de 6,32% na edição anterior.

Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Comunicação (0,21% para 0,91%), Despesas Diversas (0,18% para 0,75%), Saúde e Cuidados Pessoais (1,01% para 1,22%), Habitação (0,62% para 0,75%) e Vestuário (0,31% para 0,58%). Nestas classes de despesa, vale mencionar os seguintes itens: tarifa de telefone móvel (0,55% para 2,59%), jogo lotérico (0,00% para (8,66%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,59% para 1,54%), gás de bujão (0,09% para 1,61%) e roupas (0,21% para 0,65%).

Em contrapartida, os grupos Educação, Leitura e Recreação (-0,96% para -2,32%) e Transportes (0,85% para 0,50%) registraram decréscimo em suas taxas de variação. Estas classes de despesa foram influenciadas pelos seguintes itens: passagem aérea (-5,59% para -13,29%) e gasolina (2,39% para -0,09%).

INCC

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,40% em maio, ante 0,23% em abril. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de abril para maio: Materiais e Equipamentos (0,14% para -0,06%), Serviços (0,65% para 0,64%) e Mão de Obra (0,23% para 0,75%).

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