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Economia

Em conversa com Guedes, Yellen fala em agenda para Amazônia

Secretária do Tesouro dos EUA falou por telefone com o ministro brasileiro.

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Estadão Conteúdo
Janet Yellen
Janet Yellen dá entrevista coletiva após uma reunião de dois dias do Federal Open Market Committee (FOMC) em Washington, EUA, em 13 de dezembro de 2017, quando era chair do Fed. REUTERS/Jonathan Ernst

A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, conversou por telefone nesta quinta-feira (11), com o ministro da Economia, Paulo Guedes. De acordo com um comunicado do governo americano, a ex-presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) demonstrou interesse em aumentar a cooperação com o Brasil e disse que busca se engajar em uma agenda de proteção da Amazônia. A pauta ambiental é uma das prioridades do governo de Joe Biden, que assumiu o cargo de presidente dos EUA em 20 de janeiro.

“A secretária Yellen expressou sua intenção de aprofundar a cooperação com o Brasil para enfrentar os principais desafios regionais e globais, incluindo o apoio a uma forte recuperação da pandemia de covid-19, combate à desigualdade, desenvolvimento de infraestrutura sustentável e abordagem vigorosa da ameaça das mudanças climáticas”, diz a nota divulgada pelo Departamento do Tesouro americano.

O comunicado também informa que Yellen pretende se engajar em uma agenda produtiva para ajudar a proteger a Amazônia “e garantir meios de subsistência sustentáveis para as comunidades locais”.

Durante a campanha eleitoral de 2020 nos EUA, Biden chegou a sugerir que poderia aplicar sanções ao Brasil por causa do desmatamento na Amazônia. A vice-presidente americana, Kamala Harris, também já criticou a política ambiental do governo do presidente Jair Bolsonaro.

Em fevereiro deste ano, os ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e do Meio Ambiente, Ricardo Salles, mantiveram uma reunião de trabalho com John Kerry, enviado especial do governo dos EUA para as mudanças climáticas. Antes disso, no final de janeiro, a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, afirmou que o Brasil será um “parceiro-chave” no combate à crise climática.

Em carta enviada a Biden em 20 de janeiro, dia da posse do democrata, Bolsonaro disse estar pronto para continuar a parceria com os EUA na questão ambiental. “Estamos prontos, ademais, a continuar nossa parceria em prol do desenvolvimento sustentável e da proteção do meio ambiente, em especial a Amazônia, com base em nosso Diálogo Ambiental, recém-inaugurado”, escreveu o presidente brasileiro.

No ano passado, contudo, Bolsonaro chegou a dizer que apoiava a reeleição do ex-presidente americano Donald Trump. A vitória de Biden foi confirmada no dia 7 de novembro, após um atraso na contagem de votos por correio, mas o presidente brasileiro só reconheceu o resultado da eleição americana mais de um mês depois, no dia 15 de dezembro.

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