O governo dos Estados Unidos entrou em paralisação parcial na madrugada de sábado. Esse mini “shutdown” deve terminar no início da semana. Isso porque o Senado aprovou, poucas horas antes, um acordo para financiar parte da máquina pública. Mas, para entrar em vigor, os projetos precisam seer aprovados também pela Câmara dos Deputados, que só volta a se reunir na segunda-feira (2).

As autorizações orçamentárias aprovadas pelo Congresso expiraram no sábado para os departamentos de Estado, Defesa, Serviços Financeiros, Segurança Interna, Trabalho, Saúde e Serviços Humanos, Transporte, Educação e Habitação e Desenvolvimento Urbano, além de outras agências e programas federais.

Em memorando enviado na sexta-feira, o diretor do Escritório de Gestão e Orçamento da Casa Branca, Russell Vought, orientou os chefes das agências federais a determinarem que seus funcionários compareçam ao trabalho “para realizar atividades ordenadas de paralisação”.

“O governo continuará trabalhando com o Congresso para resolver as preocupações levantadas recentemente e concluir o processo orçamentário do ano fiscal de 2026”, escreveu Vought. “Nossa expectativa é que essa interrupção seja breve.”

O acordo aprovado no Senado retirou o financiamento permanente do DHS e manteve apenas cinco outros projetos de gastos. A pasta de Segurança Interna — alvo de duras críticas de democratas por ações rigorosas de fiscalização migratória em Minnesota — será financiada temporariamente pela medida provisória, enquanto a discussão sobre recursos de longo prazo fica para depois.

As negociações haviam emperrado no Senado após alguns republicanos bloquearem a tramitação acelerada do pacote. Na sexta-feira, o senador Lindsey Graham, da Carolina do Sul, se recusou a retirar seu veto informal à proposta enquanto não recebesse a garantia de uma votação sobre seu projeto que criminaliza as chamadas políticas de “cidades-santuário”.

O bloqueio atrasou em um dia a votação do pacote. Na sexta-feira, o Senado deu sinal verde por 71 votos a 29, aprovando cinco projetos de lei de gastos e uma medida provisória que prevê um fôlego de duas semanas para dar tempo de o Congresso discutir uma solução definitiva e para que parlamentares negociem impasses sobre o orçamento do Department of Homeland Security (DHS).

O presidente da Câmara, Mike Johnson, afirmou em uma teleconferência com deputados republicanos, na sexta-feira, que pretende apoiar o acordo aprovado pelo Senado, citando o respaldo do presidente Donald Trump, segundo o site MS NOW. Johnson disse esperar que a Câmara vote e aprove o texto na segunda-feira. Em seguida, o pacote seguirá para sanção presidencial.