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Economia

IPCA de abril fica em 0,61%; inflação é puxada por alta nos medicamentos

Índice que mede inflação oficial do país desacelerou em relação ao mês anterior.

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,61% em abril, de acordo com divulgação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (12).

O índice, que mede a inflação oficial do país, desacelerou 0,10 ponto percentual em relação ao mês de março, quando registrou 0,71%. A inflação de abril ficou acima das expectativas do mercado. Pesquisa da Reuters apontou que a expectativa era de alta de 0,54% em abril.

A alta acumulada da inflação no ano é de 2,72%. Já nos últimos 12 meses é de 4,18%. Em abril do ano passado, a variação havia sido de 1,06%.

Recipiente de medicamento da Pfizer 09/01/2020 REUTERS/George Frey

Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram alta, com destaque para Saúde e cuidados pessoais, que teve o maior impacto (0,19 p.p.) e a maior variação, de 1,49%.

“O resultado nesse grupo foi influenciado pela alta nos produtos farmacêuticos, justificada pela autorização do reajuste de até 5,60% no preços nos medicamentos, a partir de 31 de março”, explica o analista da pesquisa, André Almeida, em nota.

De acordo com ele, os preços nos planos de saúde tiveram alta de 1,20% em abril.

Outro grupo que contribuiu com a alta da inflação foi o de Alimentação e bebidas, com aceleração de 0,05% em março para 0,71%. O principal destaque foi da alimentação no domicílio, que teve alta de 0,73% em abril.

Impactaram os preços do tomate (10,64%), do leite longa vida (4,96%) e do queijo (1,97%). Entre os alimentos em queda, destaque para a cebola (-7,01%) e o óleo de soja (-4,44%).

Supermercado em São Paulo (SP) 11/01/2017 REUTERS/Paulo Whitaker

Inflação acima das expectativas

Apolo Duarte, sócio e head da mesa de renda variável da AVG Capital, disse que a inflação acima do esperado foi uma surpresa.

“O IPCA de abril veio em 0,61% acima da expectativa do mercado e próximo da banda superior de indicativas, enquanto o acumulado em 12 meses veio em 4,18%, também acima da mediana dos analistas, pegando de supresa o mercado.”

De acordo com ele, o mercado tinha expectativa de desaceleração por conta do fim dos efeitos da reoneração dos combustíveis.

“Com a frustação da expectativa, estamos vendo uma alta da curva juros mais curta e queda do índice futuro do Ibovespa nesse primeiros momentos do pregão”, disse ele.

Para Débora Nogueira, economista-chefe da Tenax Capital, o destaque dessa divulgação segue sendo a inflação dos núcleos de inflação, que voltou a acelerar no mês de abril.

“A inflação de serviços, por sua vez, é a mais resiliente. Observar em que patamar a inflação dessa parte do índice consegue se estabilizar é importante para entendermos o quanto a política monetária ainda terá de trabalho. A desinflação desse grupo de itens deverá acontecer em dois estágios: a primeira já aconteceu, com reajuste de preços relativos na economia. A segunda, mais custosa, fruto do efeito de aperto monetário na economia, é a que está em curso.”

Segundo ela, o número de abril não forma, necessariamente, uma tendência altista para o indicador, mas reforça a dificuldade da desinflação desse grupo de itens da cesta de bens que compõem o IPCA.

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,53% em abril, abaixo do registrado no mês anterior, de 0,64%. No ano, o índice acumula alta de 2,42% e, nos últimos 12 meses, de 3,83%. Em abril de 2022, a taxa foi de 1,04%.

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