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Economia

Com queda no preço das carnes, IPCA de fevereiro fica em 0,25%

Resultado foi levemente maior do que a inflação medida no mês de janeiro.

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Estadão Conteúdo

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou fevereiro com alta de 0,25%, ante um aumento de 0,21% em janeiro, informou na manhã desta quarta-feira (11) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado veio no teto do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo “Projeções Broadcast”, do sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, que previam uma alta entre 0,06% e 0,25%, com mediana positiva de 0,15%.

A taxa acumulada pela inflação no ano ficou em 0,46%, segundo o IBGE. Em 12 meses, o resultado foi de 4,01%, acima da mediana (3,90%) calcula a partir do intervalo das projeções dos analistas, que iam de 3,72% a 4,12%.

Resultado mais baixo para o mês desde o ano 2000

A alta de 0,25% registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em fevereiro foi o mais baixo resultado para o mês desde o ano 2000, quando subiu 0,13%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Impacto das carnes

Passado o choque de preços, as carnes ficaram mais baratas em fevereiro, depois de já terem recuado em janeiro. Os preços das carnes caíram 3,53% em fevereiro, após uma queda de 4,03% em janeiro.

O item deu a maior contribuição negativa para a inflação do último mês: -0,09 ponto porcentual.

O grupo Alimentação e bebidas saiu de uma taxa de 0,39% em janeiro para 0,11% em fevereiro, uma contribuição de 0,02 ponto porcentual.

Nos dois primeiros meses do ano, as carnes ficaram 7,42% mais baratas.

“O Rio foi a região que teve maior queda nos preços. Foi por uma dinâmica do comércio local. No Rio de Janeiro, as carnes caíram mais de 16,16% nos dois primeiros meses do ano”, ressaltou Pedro Kislanov, gerente do Sistema Nacional de Índices de Preços do IBGE.

O custo da alimentação no domicílio cresceu 0,06% em fevereiro, após um avanço de 0,20% em janeiro. Apesar da trégua das carnes, as famílias pagaram mais pelo tomate (18,86%) e pela cenoura (19,83%). Nos dois primeiros meses do ano, o preço do tomate já subiu 35,17%, enquanto a cenoura aumentou 36,51%.

“Com essas altas no tomate e cenoura, principalmente, acabou compensando (queda das carnes). As hortaliças também”, explicou Kislanov.

A alimentação fora do domicílio subiu 0,22% em fevereiro, ante um aumento de 0,82% em janeiro. A refeição ficou 0,35% mais cara em fevereiro, enquanto o lanche aumentou 0,02%

Educação gera maior impacto de alta no índice

Os reajustes das mensalidades escolares pesaram no orçamento das famílias em fevereiro, segundo os dados do IPCA. Os custos com Educação subiram 3,70% em fevereiro, um impacto de 0,23 ponto porcentual, praticamente responsáveis por toda a taxa de 0,25% do IPCA no mês.

Os cursos regulares ficaram 4,42% mais caros, item responsável pela maior contribuição individual para o IPCA de fevereiro, 0,20 ponto porcentual. Os cursos diversos aumentaram 2,67%, com impacto de 0,02 ponto porcentual.


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