O petróleo operava perto da estabilidade nesta segunda-feira (5), enquanto investidores avaliavam as consequências da captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos e o impacto mais amplo do episódio sobre a geopolítica do mercado de petróleo.

O WTI era negociado em torno de US$ 57,03 o barril, operando dentro de uma faixa entre cerca de US$ 56,30 e US$ 57,70 na sessão, enquanto o Brent girava em torno de US$ 60,99, após oscilar entre aproximadamente US$ 60,50 e US$ 61,20. O contrato de referência do Brent chegou a tocar o patamar de US$ 61, refletindo um mercado sem direção definida, com leves altas e baixas ao longo do pregão.

“Qualquer interrupção de curto prazo na produção venezuelana pode ser facilmente compensada por um aumento da produção em outros lugares”, escreveu Neil Shearing, economista-chefe do grupo da Capital Economics, em nota.

Apesar da turbulência ocorrida no fim de semana na Venezuela, o país que é membro da Opep responde por apenas uma pequena parcela da oferta global. A Venezuela já foi uma potência produtora de petróleo, mas a produção despencou ao longo das últimas duas décadas e hoje representa menos de 1% da oferta global, em sua maior parte exportada para a China.

Excedente de petróleo

O mercado enfrenta um grande excedente neste ano, à medida que a Opep+ e outros produtores adicionam mais barris enquanto a demanda perde força. No domingo, a Opep+ manteve os planos de pausar os aumentos de oferta no primeiro trimestre. O grupo, liderado por Arábia Saudita e Rússia, não discutiu a Venezuela durante a videoconferência de 10 minutos, segundo delegados, que afirmaram ser prematuro avaliar como responder à situação em desenvolvimento.

*matéria em atualização