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Economia

Taxa de desemprego no Brasil cai ao menor nível desde início de 2015, diz IBGE

Índice atingiu 7,8% nos três meses encerrados em agosto.

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A taxa de desemprego do Brasil voltou a cair no trimestre encerrado em agosto e chegou ao nível mais baixo em oito anos e meio, mostrando que o mercado de trabalho segue resiliente com queda no número de desempregados para o menor nível desde 2015.

A taxa de desemprego atingiu 7,8% nos três meses encerrados em agosto, a mais baixa desde o trimestre até fevereiro de 2015, quando foi de 7,5%. Nos três meses imediatamente anteriores, até maio deste ano, a taxa havia ficado em 8,3%.

O dado divulgado nesta sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ainda mostrou forte queda ante a taxa de 8,9% vista no mesmo período do ano anterior.

Mulher coloca currículo em caixa no centro de São Paulo
Mulher coloca currículo em caixa no centro de São Paulo 06/10/2020 REUTERS/Amanda Perobelli

O resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) ficou em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters.

O mercado de trabalho no Brasil vem se mostrando aquecido e a taxa de desemprego deve se manter em patamares baixos, mas pode perder algum fôlego de forma lenta diante da esperada desaceleração da atividade econômica, em meio aos efeitos defasados da política monetária restritiva.

No trimestre até agosto, o número de desempregados caiu 5,9% na comparação com os três meses até abril, chegando a 8,416 milhões de pessoas, o que representa ainda um recuo de 13,2% na comparação anual.

Esse é o menor contingente desde o trimestre móvel encerrado em junho de 2015, o que segundo Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílio, está diretamente relacionada à alta no número de pessoas trabalhando.

O total de ocupados avançou 1,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior, alcançando 99,653 milhões de pessoas. Em relação ao trimestre até agosto de 2022, houve alta de 0,6%.

“Esse quadro favorável pelo lado da ocupação é o que permite a redução do número de pessoas que procuram trabalho”, explicou Beringuy.

Os trabalhadores com carteira assinada no setor privado subiram 1,1% nos três meses até agosto sobre o trimestre imediatamente anterior, atingindo 37,248 milhões, o maior contingente desde fevereiro de 2015.

Os que não tinham carteira aumentaram 2,1%, passando para 13,199 milhões.

Três grupamentos de atividades foram responsáveis pelo desempenho do mercado de trabalho no trimestre terminado em agosto sobre o anterior, A maior variação foi de Serviços domésticos, que teve alta de 2,9%.

Em seguida, o grupo de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais mostrou aumento de 2,4%, enquanto o grupo de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas registrou expansão de 2,3%.

No período, o rendimento real habitual do trimestre encerrado em agosto foi de R$ 2.947, contra R$ 2.914 nos três meses até maio e R$ 2.818 no mesmo período de 2022.

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