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Finanças

As 5 ações que mais subiram e mais caíram na semana passada

Com forte volatilidade, ativos ainda sentem impactos do Covid-19 e da crise política

Publicado

em

por

Katherine Rivas
bolsa covid

Com forte impacto da política, a trajetória do Ibovespa esta semana não foi nada fácil. Após o ministro da Saúde, Nelson Teich pedir demissão, em menos de um mês após sua nomeação, a bolsa de valores encerrou a semana com queda acumulada de 3,37%.

Como diz o jargão “o papel sobe no boato e desce no fato”, a instabilidade política que iniciou com rumores da existência de um suposto vídeo onde o presidente Bolsonaro interfere na Polícia Federal para defender os filhos, teve um impacto forte na queda de diversos ativos. Para Cristiano Correa, professor de finanças do Ibmec SP dois fatores ficaram nítidos nesta semana: a volatilidade do dólar e a oscilação do Ibovespa. “A Bolsa mudou rapidamente oscilando entre os 76 mil e 80 mil pontos durante a semana, sem direção definida”, explica. Correa defende que os ativos do Ibovespa são precificados antecipadamente em função de acontecimentos, e com a crise política e a saída do ministro, o mercado deve cair ainda mais. “O investidor aguarda esta queda para voltar a comprar antes que o Ibovespa retome o ritmo”, acrescenta.

Maiores altas

O destaque positivo da semana foi da BRF (BRFS3), que avançou 20,92% no acumulado. O desempenho foi reflexo do balanço da companhia, divulgado no domingo 10 de maio, onde apesar do prejuízo de R$ 38 milhões no primeiro trimestre de 2020, houve uma perda menor comparada ao primeiro trimestre de 2019, onde o prejuízo foi de R$ 113 milhões. “Tudo isso aconteceu na pandemia e com risco de fechamento de algumas plantas. O resultado comprova que a empresa tem capacidade para passar pela crise, superando até o fato de ter sua dívida em moeda estrangeira e com o dólar disparado”, comenta Correa.

O Ebitda, Lucros antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, da companhia também não desapontou, subindo mais de 60%, o que foi um indicador importante para os investidores.

A Braskem (BRKM5) foi a segunda maior alta da semana, avançando 15,15%. Segundo Correa, a companhia ainda surfa na onda positiva de uma informação divulgada em abril, quando o banco Morgan Stanley elevou a recomendação da empresa para overweigth e apontou o novo preço-alvo de R$ 26,20 para 2020. “Braskem ganhou fôlego esta semana, influenciada pela alta do dólar e o preço do petróleo caindo”, diz.

Já a Marfrig (MRFG3) que subiu 5,96% no acumulado da semana, se beneficiou pela notícia do aumento de exportações para o mercado americano. Fato que também elevou o preço da ação e colocou o frigorífico na carteira recomendada de várias instituições financeiras para a próxima semana.

Confira as cinco maiores altas da semana:

Ação Alta
BRF (BRFS3) 20,92%
Braskem (BRKM5) 15,01%
Marfrig (MRFG3) 5,96%
B3 (B3SA3)4,71%
Minerva (BEEF3)4,28%

Maiores quedas

A maior queda da semana foi da IRB Brasil (IRBR3), que no acumulado recuou 25,88%. A empresa, que vive uma crise de governança corporativa, voltou aos holofotes após a Susep, um órgão regulador das seguradoras anunciar que faria uma fiscalização na IRB por insuficiência de provisões técnicas. Sem novos capítulos para a história, e naufragando novamente na lama, a companhia vai de mal à pior. “Insuficiência de provisões técnicas é como dizer que um banco não tem crédito compulsório, um elemento básico e obrigatório”, explica Murilo Breder, analista de ações da Levante.

A segunda maior queda da semana foi do setor aéreo. A Azul (AZUL4), caiu 18,53% nesta semana. No entanto, Breder aponta que a companhia aérea só caiu desde o dia 4 de maio.

Os resultados do balanço da aérea, divulgados no dia 14 de maio, também não ajudaram. A Azul teve prejuízo de R$ 6,1 bilhões no primeiro trimestre de 2020, revertendo o lucro líquido de R$ 125,3 milhões no mesmo período de 2019. “Com a saída do ministro da Saúde, o cenário só se complica. A quarentena deve ir além de junho em alguns estados piorando ainda mais a situação do setor”, avalia Breder.

A Embraer (EMBR3), que recuou 17,37% também está interligada a situação da Azul. Nesta semana, a companhia aérea  fechou um acordo de devolução de 59 aviões, avaliados em R$ 4,5 bilhões, para Embraer. Uma notícia negativa para ambas as companhias. “Embraer está no olho do furacão há muito tempo, teve a queda de acordo com a Boeing, e agora este episódio com Azul”, conclui Breder.

Confira as cinco maiores quedas da semana:

Ação Queda
IRB Brasil (IRBR3) 25,88%
Azul (AZUL4) 18,53%
Embraer (EMBR3) 17,37%
Grupo Pão de Açúcar (PCAR4)  16,19%
Gerdau (GGBR4) 16,00%

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