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Finanças

Bolsa fecha em alta de 0,7% com ata do Copom e fala de Trump; dólar cai

Trump reforçou que está tudo em ordem entre o acordo comercial dos EUA e China

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InvestNews
bolsa de valores

O Ibovespa, principal índice da B3, voltou a subir nesta terça-feira (23) e fechou em alta de 0,67% aos 95.975 pontos. A Bolsa de valores reagiu positivamente a ata da Copom, que indicaria a possibilidade de apenas um corte residual na taxa de juros. Nesta terça-feira, o colegiado retomou o debate sobre um limite efetivo mínimo. Tudo indica que a taxa atual está próxima deste limite, e que novos cortes podem acarretar “instabilidade nos preços de ativos” com potencial para comprometer o desempenho de alguns mercados e setores econômicos.

Na avaliação de economistas e analistas, embora não exista a certeza de que não ocorrerão mais cortes na Selic, se estes acontecerem devem ser pequenos, já que as taxas de juros estão em níveis muito baixos.

O mercado externo também teve forte impacto no índice com declarações do presidente Donald Trump, que afirmou que o acordo comercial com a China está intacto. O discurso acalmou os investidores, após Peter Navarro, consultor comercial da Casa Branca anunciar um dia antes que as coisas não estavam bem entre Estados Unidos e China.

As bolsas americanas reagiram positivamente as falas de Trump, os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq avançaram entre 0,43% e 0,74%. O Ibovespa seguiu o mesmo ritmo de alta em Wall Street.

Também animaram os mercados os indicadores de recuperação da economia global. A venda de imóveis nos EUA subiu 16,6% em maio, atingindo 676 mil unidades.

O dólar comercial fechou em forte queda de 2,26%, cotado a R$ 5,153. Na máxima do dia, a moeda americana chegou a R$ 5,215. Pesou no dólar o cenário externo, somado a um futuro corte residual da Selic.

Entre as ações mais negociadas do dia subiram Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3), que avançaram 3,34% e 1,07%, respectivamente. Ambas as companhias dependentes de commodities foram favorecidas pelo bom humor no cenário externo.

Caiu 4,96% o IRB Brasil (IRBR3) em meio a expectativa dos investidores com assembleia da companhia nesta terça-feira (23) para apresentar soluções de governança. Veja nos destaques.

Ainda entre as mais negociadas recuaram os papéis do Itaú Unibanco (ITUB4) e Bradesco (BBDC4), que caíram 1,32% e 0,14%, respectivamente.

No cenário político, novos desdobramentos para o caso Queiroz. A Polícia Federal realiza operação para encontrar a esposa dele, Márcia Oliveira de Aguiar acusada de participar com ele no esquema de “rachadinha”. Com prisão decretada, ela está foragida.

Destaques da Bolsa

O destaque positivo do dia foi da Gol (GOLL4) que disparou 10,86%. As companhias aéreas que foram as mais afetadas na pandemia voltam a subir com a flexibilização econômica. A Azul (AZUL4) também estava entre as maiores altas do dia avançando 9,06%. Ainda hoje o BNDES anunciou que pretende vender a sua participação em algumas empresas, em um momento em que se prepara para socorrer as aéreas.

A segunda maior alta foi a Usiminas (USIM5) que valorizou 10,34%. A alta expressiva ocorreu após a associação de distribuidores de aços planos do Brasil confirmar alta de 26,4% nas vendas em maio ante abril.

O destaque negativo foi do IRB Brasil (IRBR3) que caiu 4,96%. Investidores estavam atentos a assembleia extraordinária para investidores nesta terça-feira onde a companhia apresentaria um plano para reformar a governança da empresa. E uma proposta para criar uma reserva de lucros estatutária.

Na segunda-feira (22), o IRB Brasil teve forte alta, apesar de uma decisão judicial que obrigaria a resseguradora a arcar com o prejuízo de cerca de R$ 1 bilhão causado aos investidores.

Ainda entre os destaques negativos caíram a CPFL Energia (CPFE3), que recuou 3,32%. E as Lojas Renner (LREN3) com queda de 2,49%. A Renner teve sua recomendação rebaixada pelo HSBC de “comprar” para “manter”.

Na véspera da votação do marco de saneamento, recuaram a Cosan (CSAN3) e a Sabesp (SBSP3), 2,18% e 2,49%, respectivamente.

Bolsas de Nova York

As bolsas de Nova York registraram sessão positiva, com o Nasdaq batendo novo recorde de fechamento nesta terça-feira ,23. Declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a fase 1 do acordo comercial com a China acalmou investidores, que deixaram em segundo plano os riscos de nova onda de contágios pela covid-19, com uma importante autoridade de saúde americana demonstrando otimismo sobre a chance de haver mais adiante uma vacina para a doença.

O índice Dow Jones fechou em alta de 0,50%, em 26.156,10 pontos, o S&P 500 subiu 0,43%, a 3.131,29 pontos, e o Nasdaq ganhou 0,74%, a 10.131,37 pontos.

Trump foi ao Twitter no fim da noite deseta segunda, 22, para garantir que o acordo comercial com Pequim segue em vigor, o que apoiou o mercado acionário e foi decisivo hoje, segundo avaliação do BMO Capital. Ainda pela manhã de hoje, porém, dados frustrantes de atividade dos EUA tiraram fôlego dos índices. A IHS Markit informou que o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do país subiu a 46,7 em junho, abaixo da previsão de 48,0, e que o PMI da indústria avançou a 49,6, quando analistas previam 52,0.

Ainda assim, os ganhos se sustentaram. O movimento ganhou fôlego mais adiante, após o diretor do Conselho Econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, minimizar os riscos de uma segunda onda de casos da doença no país.

O diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, Anthony Fauci, mostrou confiança nas pesquisas por uma vacina para a covid-19. Embora tenha dito que não é possível garantir, ele se disse “cautelosamente otimista” e mencionou que poderia haver vacina disponível até o início de 2021. Ao mesmo tempo, Fauci também mencionou, durante depoimento na Câmara dos Representantes, que há um “salto perturbador” em casos da covid-19 em Estados como Texas, Flórida e Arizona. De qualquer modo, ele disse que os EUA agora estão mais preparados para novos surtos da doença, em comparação com meses atrás.

Entre algumas ações em foco, Royal Caribbean Cruises chegou a recuar, após ter informado que não deve operar por mais tempo, até meados de setembro. O papel, porém, ainda teve tempo de se recuperar e fechou em alta de 4,82%, recuperando uma pequena parte das fortes perdas deste ano. Entre algumas ações importantes, Apple subiu 2,13% e Microsoft, 0,67%, apoiando o Nasdaq. Boeing, por outro lado, caiu 0,34%, após alternar entre ganhos e baixas. No setor financeiro a jornada foi mais positiva: Citigroup subiu 1,71%, Goldman Sachs ganhou 0,67% e Bank of America, 0,69%.

*Com informações da Agência Estado

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