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Finanças

Bolsa fecha em alta de 2,15%, maior patamar desde 6 de março; dólar cai

Reabertura econômica deixa o Ibovespa cada vez mais perto dos 100 mil pontos

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InvestNews
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Cada dia mais perto dos 100 mil pontos e impulsionado pelo otimismo exterior, o Ibovespa, principal índice da B3, fechou em alta de 2,15%, aos 93.002 pontos nesta quarta-feira (3). Este seria o maior patamar da bolsa de valores desde o dia 6 de março, quando o Ibovespa fechou cotado a 97.996 pontos.

A bolsa de valores repercute o otimismo com a reabertura gradual da economia, no Brasil e no mundo, assim como menos tensões na política nacional. O governo Bolsonaro estaria lidando melhor com o poder Legislativo e Judiciário, além dos estados, o que tranquilizou os investidores.

Já o dólar caiu pela nona vez em 11 pregões. O dólar comercial encerrou o dia em queda de 2,38%, cotado a R$ 5,086. Na máxima do dia, a moeda americana chegou a R$5,170.

Este seria o patamar mais baixo do dólar comercial desde o dia 26 de março. A queda no câmbio foi influenciada pelo anúncio do Tesouro Nacional, de emissão de títulos de 5 e 10 anos em dólar. Até o momento já foram captados US$1,25 bilhão com títulos da dívida externa que vencem em 5 anos. E US$ 2,25 bilhões com vencimento em 10 anos.

Entre as ações mais negociadas do dia subiram: a Petrobras (PETR4), Via Varejo (VVAR3) e Vale (VALE3) com alta de 0,33%, 1,51% e o,45%, respectivamente. Os bancos também avançaram, com o Bradesco (BBDC4), que teve alta de 4,45% e o Itau Unibanco (ITUB4), que subiu 2,65%.

Destaques da Bolsa

Com a retomada econômica gradual, o jogo se inverte. Ações que despencaram no início da pandemia, voltam a crescer, na esperança de uma abertura acelerada da economia mundial.

Uma das maiores quedas da B3, a IRB Brasil (IRBR3) fechou com forte alta de 25%. Enquanto as ações da Gol (GOLL4) avançaram 16,41%, e os papéis da Azul (AZUL4) subiram 10,15%. Subiram também as ações da Cyrela (CYRE3), com alta de 14,78%.

Entre os destaques negativos caíram os frigoríficos, influenciados pelo tombo do dólar. JBS (JBSS3) e Minerva (BEEF3) recuaram 5,55% e 3,34%, respectivamente. Enquanto, BRF (BRFS3) caiu 3% e Marfrig (MRFG3) recuou 2,07%.

Caiu também a Braskem (BRKM5), que teve queda de 4,87%. O investidor não reagiu bem ao balanço do 1º trimestre da companhia, divulgado ontem. A Braskem registrou prejuízo de R$ 3,649 bilhões no 1º trimestre de 2020, frente ao lucro de R$928 milhões no mesmo período de 2019. A valorização do dólar teria impactado no desempenho da companhia.

Dados domésticos

Os investidores olham ainda a queda de 18,8% da produção industrial brasileira em abril revelada pelo IBGE, a maior da série histórica iniciada em 2002, e também recorde ante abril de 2019 (-18,8%). Ainda assim, veio melhor que a mediana das projeções do mercado (-31,7%).

A produção industrial cai 8,2% no ano e recua 2,9% em 12 meses. O dado reforça apostas em novo corte de 0,75 ponto da taxa Selic, para 2,25% ao ano, na reunião do Copom deste mês.

Reaberturas e clima político

A gradual reversão de medidas de quarentena em vários países continua alimentando esperanças de que a economia global se recupere após o violento impacto da pandemia de coronavírus. Além disso, há expectativas de que governos continuem adotando estímulos fiscais para potencializar os esforços monetários de bancos centrais e superar a crise provocada pela doença.

Neste ambiente positivo, ficaram em segundo plano os recentes desentendimentos entre EUA e China em relação à autonomia de Hong Kong e a onda de violentos protestos antirracistas que se espalhou pelo território americano e levou o presidente Donald Trump a fazer ameaças de intervenção militar no começo da semana.

Bolsas de Nova York

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta quarta (3) com o mercado em modo risk-on após dados de emprego no setor privado americano reforçarem a percepção dos investidores de que a retomada econômica com o fim do isolamento social será rápida. As tensões entre os Estados Unidos e a China, os protestos nos Estados Unidos e a possibilidade de uma segunda onda de infecção por covid-19, porém, continuam no radar.

O índice Dow Jones fechou em alta de 2,05%, em 26.269,89 pontos, o S&P 500 avançou 1,36%, a 3.122,87 pontos, e o Nasdaq subiu 0,78%, a 9.682,91 pontos.

O setor privado dos EUA cortou 2,76 milhões de empregos em maio, segundo dados divulgados hoje pela ADP. A estimativa, no entanto, era de perda de 8,75 milhões de vagas no período. Com o resultado melhor do que o esperado, o otimismo do mercado com a recuperação econômica aumentou.

Em evento virtual, a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, disse hoje que é provável uma recuperação parcial da economia global em 2021. Ela sugeriu, também, que os governos continuem a implementar medidas de estímulo fiscal para garantir o crescimento.

No S&P 500, o subíndice do setor industrial liderou as altas (+3,91%), seguido pelos dos setores financeiro (3,83%) e de energia (+3,05%). Este último apoiado pela alta nos preços do petróleo.

As ações da Boeing subiram 12,95%, depois que o fundo de hedge Third Point anunciou uma participação nos negócios da companhia aérea. Já entre os bancos, os papéis do Wells Fargo avançaram 5,22% e os do JPMorgan, 5,40%. No setor de energia, Chevron ganhou 2,63% e ExxonMobil registrou alta de 4,08%.

As tensões entre Washington e Pequim, porém, seguem no radar, já que os EUA planejam proibir companhias aéreas chinesas de operarem no país até 16 de junho. Os protestos em solo americano, que se espalharam após a morte de George Floyd, um homem negro que foi asfixiado por um policial branco, também seguem monitorados.

*Com Estadão Conteúdo

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