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Finanças

Bolsa se descola de Wall Street e fecha nos 94 mil pontos com Renda Cidadã

Sem pedalada fiscal ou calote, o mercado está intolerante com as novas estratégias para engordar o novo Bolsa Família

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InvestNews
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Mais uma vez o Ibovespa sentiu o peso do risco fiscal e após o balde de água fria que foi o anúncio do Renda Cidadã os investidores ficaram frustrados. O índice da B3 fechou em queda de 2,41% aos 94.666 pontos.

O governo tentou novamente usar recursos do Fundeb, o fundo da educação, para financiar o Renda Cidadã (novo bolsa família). O uso de 5% deste fundo foi muito mal recebido pelo investidor que catalogou a estratégia como uma pedalada fiscal.

Além do Fundeb o governo anunciou que vai usar precatórios, que são dívidas do poder público na Justiça, para engordar o programa, o que foi apontando como um calote.

Para piorar a situação do cenário doméstico, a reforma tributária está travada. O mercado questiona a efetividade de Paulo Guedes para conter o teto de gastos. Segundo Felipe Paletta, analista da Inversa, a ausência de acordos firmes para a reforma tributária geram ruídos e incerteza nos mercados, o que puxa o Ibovespa para abaixo apesar da melhora macroeconômica. “Mesmo com dados positivos nos indicadores e na expectativa de lucratividade das empresas os desafios domésticos pesam”, avalia. Ele acrescenta que a incerteza sobre a criação da nova CPMF também impediu a alta do pregão.

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Todos estes fatores internos impediram que o Ibovespa acompanhe a recuperação lá fora. Wall Street fechou em alta com os investidores apostando em um pacote financeiro para estimular a retomada econômica. O índice Dow Jones fechou em alta de 1,51% enquanto o S&P 500 e Nasdaq avançaram 1,66% e 1,87%, respectivamente.

Em reação, o dólar no mercado à vista inverteu sua trajetória de desvalorização e voltou a subir. O dólar comercial fechou em alta de 1,44%, cotado a R$ 5,6353. Na máxima do dia a moeda americana chegou a R$ 5,675.

O dólar alcançou sua máxima nos últimos quatro meses, desde 21 de maio quando chegou aos R$ 5,70. A moeda se valorizou frente a divisas emergentes. “Com o conflito fiscal o dólar está cada vez mais perto dos R$ 6”, reforça Paletta.

Entre as ações mais negociadas do dia, as commodities recuaram. As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) cederam 2,48% e as ordinárias (PETR3) caíram 2,42%. Tudo isso apesar da alta do petróleo diante diante de expectativas positivas pela aprovação de um novo pacote de estímulos nos EUA e sinais de maior demanda chinesa.

O petróleo WTI para novembro encerrou o dia em alta de 0,87%, a US$ 40,60. Enquanto o Brent para dezembro avançou 1,08%, a US$ 42,87 o barril.

Os papéis da Vale (VALE3) também fecharam em queda de 0,79%.

Destaques da Bolsa

A maior alta do dia foi da Embraer (EMBR3) com valorização de 3,92%. A companhia subiu após a aérea Azul receber aprovação para operar um jato cargueiro, o E 195 da fabricante.

Entre os destaques positivos também estava o Banco Santander (SANB11) com alta de 2,10%. Tanto o Santander como o Banco do Brasil conseguiram sustentar os ganhos do índice.

Subiu também o IRB Brasil (IRBR3) que fechou em alta de 0,84%. A resseguradora se valoriza com especulação dos investidores sobre os resultados de julho e a reestruturação da companhia. Na semana passada, o IRB disparou 27%.

Entre os destaques negativos do Ibovespa, a Yduqs (YDUQ3) recuou 5,35%. Seguida da Intermética (GNDI3) com baixa de 5,20%.

Caiu também a Minerva (BEEF3) que despencou 5,02%. Os frigoríficos foram impactados após o presidente chinês Xi Jinping anunciar a meta de ser 95% autossuficientes na produção de carne suína. Fato que no futuro pode impactar a demanda das exportadoras.

Bolsas americanas

As bolsas de Nova York fecharam com ganhos consideráveis nesta segunda-feira, 28, recuperando parte das fortes perdas registradas na semana passada. Investidores reagiram com otimismo aos acenos da presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, de que as negociações por uma nova rodada de estímulos fiscais podem ser retomadas, após o impasse dos últimos meses.

O índice Dow Jones encerrou em alta de 1,51%, a 27.584,06 pontos. O S&P 500 avançou 1,61%, a 3.351,60 pontos, enquanto o Nasdaq subiu 1,87%, a 11.117,53. Entre os setores, o bancário apareceu como destaque, com Morgan Stanley (+2,85%) e Citigroup (+3,14%) na liderança do movimento. As gigantes da tecnologia também tiveram bom desempenho, com Apple saltando 2,39% e Amazon ganhando 2,55%.

O rali foi desencadeado pela declaração de Pelosi de que os democratas estão dispostos a manter a proposta por um pacote fiscal abaixo dos US$ 3,4 trilhões, em uma concessão aos republicanos, que criticam os esforços da oposição por implementar uma legislação robusa e abrangente. “Eu acredito que podemos chegar a um acordo”, disse a deputada californiana ontem.

Na avaliação do BBH, os indicadores mais recentes referentes à economia americana sustentam a tese de que mais apoio, de fato, será necessário. “Praticamente todos os dados mostram uma desaceleração nos ganhos mensais”, ressalta.

A presidente da distrital de Cleveland do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Loretta J. Mester, reforçou hoje o argumento de que mais assistência pública é indispensável para a garantia da recuperação. Na visão dela, a retomada tem ocorrido de forma desigual, apenas em setores sensíveis a juros baixos, como o mercado imobiliário residencial.

*Com Estadão Conteúdo

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