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Finanças

Dólar fecha a R$ 4,20 e Bolsa cai mais de 1% com epidemia na China

Ações da Gol e Azul tiveram fortes perdas diante de temores de que turistas podem cancelar viagens nos próximos dias.

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em

Ibovespa
Crédito: Shutterstock

O Ibovespa, principal indicador de ações da B3, fechou em forte queda nesta terça-feira (21), contagiado pelo clima de cautela no exterior. O mercado ficou temeroso com as mortes relacionadas a um vírus na China, o que ajudou a ofuscar declarações de líderes mundiais no Fórum Econômico Mundial.

O índice recuou 1,54%, aos 117.026 pontos, pressionado pela forte baixa nas ações de Vale, Petrobras, Bradesco e Itaú Unibanco. Os papéis das companhias aéreas do setor aéreo Gol e Azul tiveram fortes perdas de 2,96% e 2,78%, diante de temores de que muitos turistas desistam de viajar nos próximos dias.

O dólar comercial fechou negociado a R$ 4,2060, em alta de 0,40%.

A doença contagiosa causada por um novo tipo de coronavírus, identificado inicialmente na região central da China e com um caso confirmado até o momento nos EUA, foi a vilã do dia.

As bolsas de Nova York foram às mínimas da sessão após o Centro para Controle e Prevenção de Doenças nos EUA ter confirmado que um cidadão americano, de volta da China, foi diagnosticado com o vírus em Seattle, segundo relato da agência AP.

O temor se espalhou desde cedo, dos mercados da Ásia para os da Europa e dos EUA, de forma geral em terreno negativo ao longo do dia, com perdas mais fortes no Oriente, onde a Bolsa de Hong Kong fechou em queda de 2,81%.

A onda de aversão ao risco ganhou força na medida em que a eclosão da doença, na cidade de Wuhan, ocorre às vésperas do início do feriado pela passagem do Ano Novo Lunar, quando a folga prolongada leva milhões de chineses a se deslocarem pelo país, alavancando a chance de disseminação do vírus.

A MCM Consultoria avalia que os problemas causados pelo coronavírus podem reduzir gastos de produtos mais caros. O último caso de saúde pública na China que impactou os mercados foi a Sars em 2002-2003, lembra a MCM. “Ativos de risco recuam por conta de notícias diversas: fracos resultados corporativos na zona do euro e problemas de saúde pública na China.”

O Ibovespa acompanhou as bolsas europeias e de Nova York, que também operaram em queda, após superar seu recorde de fechamento na segunda (20), quando subiu 0,32% a 118.861 pontos, superando o recorde do dia 2 de dezembro de 2019.

O principal índice da B3 também foi conduzido pela cautela internacional e ainda por notícias internas consideradas desfavoráveis, pelo menos até os investidores ouvirem mais palavras do ministro da Economia, Paulo Guedes.

O ministro da Economia participa de um painel no Fórum Econômico Mundial sobre a América Latina em Davos, para tentar melhorar a imagem econômica do Brasil e atrair mais investidores no exterior.

Em seu primeiro dia em Davos, Paulo Guedes afirmou que o inimigo do meio ambiente é a pobreza, e que “quem desistir do Brasil vai ganhar menos”. O ministro ainda informou que o Brasil vai aderir ao acordo de compra governamental do qual a Europa, Estados Unidos, China e Japão já fazem parte.

Com informações do Estadão Conteúdo

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