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Finanças

Coinbase dispara mais de 50% em estreia na Nasdaq e é avaliada em US$ 100 bi

Maior bolsa de criptoativos do mundo foi avaliada em US$ 68 bilhões em março.

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em

REUTERS/Dado Ruvic

Coinbase Global, maior bolsa de criptomoedas dos EUA, estreou suas ações nesta quarta-feira (14) na Nasdaq avaliada em quase US$ 100 bilhões, que concentra papéis de tecnologia. A listagem direta é vista como um divisor de águas para a indústria de criptomoedas.

A estreia da empresa no mercado de ações, feita por meio de uma listagem direta em que nenhuma ação é vendida antes da abertura, ocorre em meio a um aumento no valor das criptomoedas que tem atraído interesse de grandes investidores institucionais.

A ação da Coinbase abriu a US$ 381 por ação, alta de 52,4% em relação a um preço de referência de US$ 250. O preço de abertura ficou 10,9% acima do preço médio de US$ 343,58 que as ações estavam sendo negociadas de forma privada no primeiro trimestre de 2021.

A US$ 381 por papel, a Coinbase tem uma avaliação totalmente diluída, que inclui opções de ações não adquiridas e ações restritas, de US$ 99,95 bilhões e um valor de mercado de US$ 75,9 bilhões.

Por volta das 15h (horário de Brasília), as ações disparavam 52,2%, a US$ 398. Na máxima, até o momento, chegaram a 429,54 dólares.

Na véspera, a cotação do bitcoin alcançou um novo recorde ao ultrapassar US$ 63 mil, com investidores na expectativa da abertura de capital da Coinbase. O valor da moeda digital mais do que dobrou em 2021, após iniciar o ano cotada a US$ 29 mil.

Em março, a bolsa de moedas digitais informou que a empresa foi avaliada em cerca de US$ 68 bilhões em 2021, antes de uma planejada listagem no mercado de ações.

No primeiro trimestre de 2021, a exchange divulgou um faturamento de US$ 1,8 bilhão, além de um crescimento de 117% no número de usuários ativos.

A Nasdaq definiu o preço de referência das ações a US$ 250, o que colocaria o valor do negócio pouco acima de US$ 49 bilhões, de acordo com a Reuters.

Segundo a revista “The Economist”, os resultados preliminares do primeiro trimestre do Coinbase, publicados na semana passada, levam a crer que a estreia na Nasdaq será robusta.

A projeção de lucro é de US$ 730 milhões a US$ 800 milhões, frente a uma receita de US$ 1,8 bilhão – bem acima do balanço do trimestre anterior. Ainda segundo a “The Economist”, a avaliação inicial do negócio poderia atingir US$ 100 bilhões.

Salto de quase 13 vezes

Em um documento regulatório, a Coinbase disse que suas ações no mercado privado foram negociadas a um preço médio ponderado de US$ 343,58 cada no primeiro trimestre até 15 de março, ante US$ 28,83 por ação no terceiro trimestre de 2020.

Isso representa um salto de quase 13 vezes em sua avaliação em alguns meses. De acordo com a plataforma de dados PitchBook, a Coinbase foi avaliada em cerca de 8 bilhões de dólares durante sua última arrecadação de fundos privados em outubro de 2018.

A avaliação potencial implícita da Coinbase supera a da controladora da Bolsa de Valores de Nova York, ICE, da Nasdaq e da Bolsa de Valores de Londres, e a coloca US$ 4 bilhões abaixo da operadora de bolsa de futuros CME, de acordo com dados da Refinitiv.

Por que a listagem da Coinbase chama atenção?

Uma listagem de sucesso pela Coinbase, cujo negócio é focado principalmente em moedas digitais, representaria uma vitória histórica para os defensores da criptomoeda que disputam o endosso para um setor que tem lutado para ganhar a confiança dos principais investidores, reguladores e do público em geral.

Também pode ser visto como uma aprovação regulamentar tácita de ativos negociados na plataforma da Coinbase. A empresa possui mais de 43 milhões de usuários em mais de 100 países.

A Coinbase não indicou no último processo se recebeu aval dos reguladores que lhe permitiriam negociar criptomoedas, que foram classificadas como títulos nos Estados Unidos.

A cotação potencial da Coinbase, com sede em San Francisco, também chega em um momento em que o valor do bitcoin continua a subir.

Riscos da operação para a Coinbase

A Coibase não está fazendo um IPO (oferta pública inicial de ações), e sim uma listagem direta. A diferença é que, neste caso, a empresa segue os passos de companhias como Spotify, no qual ela passa a negociar ações já emitidas na Nasdaq.

No IPO, a companhia emite novas ações e, para isso, precisa contratar bancos para coordenar a oferta e precisa fixar o preço da ação no mercado, conforme o apetite dos investidores.

A listagem direta é mais simples que o IPO, mas implica em riscos maiores. Um deles é não ter a liquidez garantida no dia da estreia na bolsa (já que não houve captação). Então, se houver mais vendedores que compradores, a empresa pode tombar na bolsa.

Barreiras

Apesar das fortes altas das criptomoedas, negócios ligados ao setor estão sob escrutínio. A Reuters apurou que o HSBC proibiu seus clientes da plataforma de negociações online de comprar ações da empresa de softwares Micro Strategy Inc.

O presidente da empresa, Michael J. Saylor, é um entusiasta do bitcoin. Segundo informações da própria companhia, a empresa possui 90.531 unidades da criptomoeda.

Em nota, o HSBC diz não desejar “exposição direta a moedas virtuais e tem tolerância limitada para facilitar produtos ou títulos que derivam seu valor de moedas virtuais”. A MicroStrategy não comentou.

*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo

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