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Finanças

Com corte de juros, BlackRock prefere dívida em moedas da América Latina

Para gestora, região parece mais atraente do que a Ásia.

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Edifício da BlackRock, em Nova York (EUA) 16/07/2018 REUTERS/Lucas Jackson

A BlackRock prefere títulos em moeda local da América Latina aos de outros mercados emergentes, à medida que os bancos centrais da região começam a reverter o ciclo de aperto monetário mais agressivo do mundo.

O Chile cortou sua taxa básica em 1 ponto percentual na sexta-feira (28) e provavelmente será seguido pelo Brasil nesta quarta, enquanto Peru e México devem fazer o mesmo mais para frente no ano. Uruguai e Costa Rica já reduziram juros.

“É um bom momento para entrar na renda fixa”, disse Pablo Goldberg, gerente de recursos e chefe de pesquisa da equipe de dívidas de mercados emergentes da BlackRock. “Para nós, a oportunidade é muito maior nos lugares onde os bancos centrais têm muito espaço para cortar juros.”

Para a BlackRock, uma das maiores gestoras de recursos do mundo, a região parece mais atraente do que a Ásia, que nunca teve o mesmo choque inflacionário que a América Latina e, por isso, nunca aumentou tanto os juros.

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Edifício da BlackRock, em Nova York (EUA) 16/07/2018 REUTERS/Lucas Jackson

O Brasil subiu 11,75 pontos percentuais, o Chile 10,75 e o México 7,25. Agora a inflação está desacelerando e o crescimento econômico está sob pressão, levando as autoridades monetárias a começarem a reduzir o custo do dinheiro.

A dívida pública colombiana deu um retorno de mais de 20%, a do Brasil cerca de 13%, e a do México superara o retorno de aproximadamente 5% nos mercados emergentes como um todo, de acordo com um índice de dívida em moeda local da Bloomberg.

As divisas da região lideram ganhos no mundo todo em meio à compra de ativos locais. Os pesos da Colômbia e do México estão no topo do ranking este ano, enquanto o real está em terceiro lugar entre as principais moedas de emergentes, e em sexto no geral.

Sem moedas ‘baratas’

Isso deixou a América Latina sem moedas “baratas”, disse Goldberg em uma entrevista de Bogotá. Mas os ganhos de carry trade oferecido pelos spreads de juros em relação a economias desenvolvidas continuará fazendo com que os investidores prefiram a região.

“Teremos um mercado de dólar mais fraco que nos permitirá continuar capturando esse carry, e isso continua sendo extremamente atrativo, principalmente na América Latina”, disse Goldberg.

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