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Finanças

Bolsa vira e interrompe 4 quedas, mas cai 8,4% em fevereiro

Dólar subiu mesmo após nova intervenção do Banco Central e fechou a R$ 4,48, novo recorde.

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InvestNews

A bolsa brasileira mudou de direção “aos 45 minutos do segundo tempo” nesta sexta-feira (28), na contramão da tendência global. Após recuar ao longo do dia e tocar os 100 mil pontos, o Ibovespa, seu principal índice, fechou em alta de 1,15%, aos 104.171 pontos, interrompendo quatro quedas seguidas.

No mês de fevereiro, acumulou queda de 8,43% – em grande parte concentrada nesta última semana, quando o índice perdeu 8,37%.

Já o dólar comercial ganhou força e fechou em alta de 0,13% cotado a R$ 4,4811, novo recorde de fechamento. Foi a oitava alta seguida e a maior em fevereiro desde 2015. Na máxima do dia, chegou a superar R$ 4,51.

LEIA MAIS: Bolsa perdeu R$ 3 bi em capital estrangeiro na quarta

Hoje, o Banco Central voltou a agir para tentar conter movimentos de especulação no dólar, mas não impediu a alta da moeda, enquanto os mercados continuavam com cautela redobrada diante da propagação do coronavírus. O BC voltou a fazer um leilão de US$ 1 bilhão em swap cambial, o terceiro da semana. O órgão também fez rolagens de outros US$ 3,650 bilhões de leilão de linha e swap.

A propagação do vírus por países da Europa, Ásia, África e Brasil reacendeu preocupações quanto a seus efeitos, elevando a possibilidade de medidas de estímulos pelos bancos centrais. Além disso, incertezas em relação às estatísticas sobre o vírus no planeta elevam a insegurança nos mercados.

Pior semana desde 2008

Os resultados nas bolsas ao redor do mundo com o coronavírus não foram bons nesta sexta, marcando a pior semana para a economia mundial desde a crise de 2008. A comparação é feita com índices da companhia financeira MSCI — como o MSCI ACWI, que representa empresas de mais de 40 países, emergentes e desenvolvidos, e teve queda de aproximadamente 9% desde segunda-feira.

As bolsas asiáticas fecharam com acentuadas perdas nesta sexta. Na China continental, o índice Xangai Composto caiu 3,71%, a 2.880,30 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto sofreu tombo ainda maior, de 4,93%, a 1.801,75 pontos.

Em pregões recentes, os mercados chineses exibiram relativa firmeza, diante da iniciativa de Pequim de adotar uma série de medidas de estímulo, numa tentativa de amenizar o impacto econômico do coronavírus.

Ontem, porém, tanto as bolsas de Nova York quanto o índice pan-europeu Stoxx 600 entraram em “correção”, ao acumularem perdas de mais de 10% em relação aos picos mais recentes, alimentando o movimento de vendas na Ásia.

Já as bolsas europeias fecharam com quedas acentuadas hoje. Ações ligadas a viagens e lazer foram as mais prejudicadas, mas o mau humor foi generalizado e o índice pan-europeu Stoxx 600 registrou sua pior semana desde outubro de 2008. O índice fechou em baixa de 3,54%, em 375,65 pontos. Na comparação semanal recuou 12,17%.

Destaques da bolsa

Entre as mais negociadas da B3, despontou a desvalorização da IRB Brasil (IRBR3). A resseguradora esteve em alta durante a semana diante da notícia de que Warren Buffett tinha comprado algumas ações. Mas nessa sexta-feira os papéis estão em baixa, com desvalorização de 5,07%, por volta das 12h20.

Outras duas baixas entre as mais negociadas preocupam. Próximo ao mesmo período, a Via Varejo (VVAR3), controladora de diversos marketplaces, apresentava queda de 6,68%, enquanto a Magazine Luiza (MGLU3) também tinha ações em queda de 5,53%.

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