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Finanças

‘Efeito Desenrola’: descontos em dívidas crescem 97% com programa, diz Serasa

1,5 milhão de pagamentos em atraso de até R$ 100 com bancos foram quitados no birô de crédito na primeira semana do programa. 

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O programa de renegociação de dívidas do governo Desenrola já mostra um impacto positivo sobre a inadimplência no Brasil. Segundo a Serasa Experian, 1,5 milhão de pagamentos em atraso de até R$ 100 com bancos foram quitados no birô de crédito na primeira semana do programa. 

Outras 13,4 milhões de dívidas foram desnegativadas nos primeiros 20 dias do mês – alta de 9% ante junho, informou a companhia em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (25).

Crédito: Adobe Stock

Na sexta-feira (21), o governo divulgou que o programa Desenrola teve R$ 500 milhões em dívidas renegociadas e 2 milhões de registros desnegativados na primeira semana.

O “Efeito Desenrola” teve impacto no volume de descontos na negociação com bancos no Serasa Limpa Nome – plataforma de renegociação de dívidas do birô. Esse montante cresceu 97% na semana entre 17 e 23 de julho, em relação à semana entre 19 e 25 de junho, passando de para R$ 973,9 milhões.

Inadimplência em queda

Antes mesmo do lançamento do Desenrola, o número de inadimplentes já vinha caindo no país. Em junho, esse número recuou pela primeira vez no ano, quando foram registrados 71,45 milhões de negativados – uma redução de 450 mil pessoas em relação a maio. Esse volume representa uma queda de 0,63%.

“Nossa expectativa é de que a inadimplência continue caindo, visto esse movimento, já vemos que o numero de desnegativacões já é maior que junho, mas vai depender do número de novos entrantes no cadastro de inadimplentes”, diz Matheus Moura, diretor da Serasa.

O programa, lançado com o objetivo de renegociar dívidas das famílias e limpar nomes em cadastros de inadimplentes, está em sua primeira fase, que não conta com garantia com recursos do governo.

Ainda segundo a Serasa, embora o Desenrola seja um voltado apenas para bancos, o programa acabou estimulando a renegociação de dívidas de outros setores, como varejistas e utilities – empresas de contas de luz, água, gás e telefone. 

“Algumas redes de varejo seguiram o movimento dos bancos e anteciparam os descontos das dívidas. Isso pode ser um reflexo desse movimento geral”, acredita Moura. 

De acordo com o birô de crédito, os bancos Bradesco (BBDC4), Itaú (ITUB4), Santander (SANB11), Banco do Brasil (BBAS3), C6 e Nubank apresentaram forte participação nos descontos de dívidas  por meio da plataforma. Já entre varejistas, destacaram-se empresas como Casas Bahia e Lojas Renner.

A maior parte das dívidas dos brasileiros ainda se concentra nos bancos (31,10%), especialmente as de cartão de crédito, que segundo a Serasa, são as que mais crescem. Em seguida, aparecem as contas de consumo básico, como água e luz (22,1%), financeiras (15,20%) e empresas de varejo (11,40%), diz a Serasa.

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