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Finanças

Ibovespa fecha nos 81 mil pontos, com reabertura econômica e nova vacina

Investidores eufóricos puxam alta de 4,69% no pregão; dólar cai para R$ 5,721

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InvestNews
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A Bolsa de Valores voltou a recuperar sua boa performance, após receber notícias de que uma nova vacina contra a Covid-19, desenvolvida pela empresa de biotecnologia americana Moderna INC, teve resultados positivos na primeira fase. A segunda fase dos testes deve ocorrer com um grupo de 600 pacientes no mês de julho. O Ibovespa, principal índice da B3, fechou em alta de 4,69% aos 81.194 pontos nesta segunda-feira.

Já o dólar teve queda de 2,03%, cotado a R$ 5,721. Na máxima do dia, a moeda americana chegou a R$ 5,794.

Além dos resultados positivos na fase 1 da vacina contra o coronavírus ajudaram no bom desempenho dos mercados a reabertura econômica de algumas nações, entre estas: Itália e EUA. Influenciou também neste clima de otimismo o anúncio do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, no domingo (17), que defendeu que a economia americana deve se recuperar gradualmente no segundo semestre.

Entre as ações mais negociadas do dia subiram: a Vale (VALE3) e as preferenciais da Petrobras (PETR4) com alta de 6,68% e 8,10%, respectivamente. A Vale se posicionou sobre críticas de que a cidade de Brumadinho ficou sem licença de operação por não respeitar regras de isolamento. O município teria interrompido também as obras de reparo na barragem da minha Córrego de Feijão, que provocou a tragédia ambiental um ano atrás. Já a Petrobras iniciou possível venda da Gaspetro e NTS, em fases não vinculadas.

Ainda entre as mais negociadas subiram também os bancos Itau Unibanco (ITUB4) e Bradesco (BBDC4), com alta de 4,81% e 5,26% respectivamente. Caiu o Carrefour (CRFB3), que recuou 1,15%.

Destaques da Bolsa

Seguindo a expectativa dos investidores de uma rápida recuperação econômica, entre as maiores altas do dia estavam companhias dos setores mais impactados na pandemia. O destaque positivo foi para Azul (AZUL4), que avançou 29,87%, cotada a R$ 14,39. Subiram também seguindo esta tendência a CVC (CVCB3) e a GOL (GOLL4), com alta de 19,24% e 14,46%, respectivamente. Ainda entre as maiores altas do dia avançaram a Braskem (BRKM5) e a MRV (MRVE3), subindo 14,97% e 13,82%. A Braskem disparou após o JPMorgan elevar sua recomendação para neutra, com preço-alvo de R$ 26,50 para as ações.

Entre os destaques negativos caíram empresas consideradas resilientes. É o caso dos frigoríficos Minerva (BEEF3), Marfrig (MRFG3) e JBS (JBSS3), que recuaram 9,94%, 6,62% e 6,60%, respectivamente. Caíram também empresas do setor de papel e celulose, influenciadas pela baixa do dólar, é o caso da Suzano (SUZB3), com queda de 8,55% e a Klabin (KLBN11), que recuou 7,96%.

Apesar da valorização da Bolsa brasileira, ainda há o risco político que pode limitar o crescimento.

Tensão política

A crise política se intensificou no fim de semana, com as denúncias do empresário Paulo Marinho, suplente do senador Flávio Bolsonaro, no jornal “Folha de S. Paulo”. Segundo ele, o filho do presidente soube com antecedência da operação que atingiu Fabrício Queiroz, seu ex-assessor. O Supremo Tribunal Federal (STF) já recebeu petição para ampliar o inquérito.

No domingo, o presidente Jair Bolsonaro saiu do Palácio da Alvorada, residência oficial, para ver a manifestação de apoio ao seu governo em frente ao Palácio do Planalto. A presença do presidente da República foi transmitida ao vivo nas redes sociais.

Até o final da semana, o ministro Celso de Mello deve decidir sobre a divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, citada por Sergio Moro como prova da interferência do presidente na Polícia Federal.

Bolsas asiáticas

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em alta nesta segunda-feira, com investidores atentos a esforços feitos por epicentros do coronavírus, como Itália, Espanha e Nova York, para reabrir suas economias, após longos períodos de bloqueio, e digerindo comentários do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell.

O índice japonês Nikkei subiu 0,48% em Tóquio hoje, a 20.133,73 pontos, com forte impulso de ações do setor imobiliário, enquanto o chinês Xangai Composto avançou 0,24%, a 2.875,42 pontos, o sul-coreano Kospi se valorizou 0,51% em Seul, a 1.937,11 pontos, e o Hang Seng teve ganho de 0,58% em Hong Kong, a 23.934,77 pontos.

Exceções na Ásia nesta segunda, o menos abrangente índice chinês Shenzhen Composto caiu 0,43%, a 1.800,84 pontos, e o Taiex recuou 0,69% em Taiwan, a 10.740,55 pontos.

Juros

O bom humor no exterior, os sinais da permanência no cargo do ministro da Economia, Paulo Guedes, dólar em queda e a percepção de que a inflação deste ano será ainda menor do que o esperado também alimentam a diminuição da taxa de juros em todos os vértices.

Ao término do pregão regular, o contrato do Depósito Interfinanceiro (DI) de janeiro de 2021 tinha taxa de 2,535%, ante 2,558% no ajuste de sexta-feira. O janeiro 2022 foi de 3,511% para 3,420%. O janeiro 2023 passou de 4,723% para 4,580%. E o janeiro 2027 recuou de 7,823% para 7,670%.

Importante ressaltar que a liquidez em toda a curva ficou baixa na sessão. O janeiro 2022, mais transacionado nos últimos pregões, movimentou quase 109 mil contratos na sessão regular. Na segunda-feira passada, por exemplo, foram 173 mil.

O bom humor com ativos de risco e a queda forte do dólar deram espaço a que prevalecesse no mercado de juros os fundamentos. A tendência de inflação baixa foi reforçada no relatório de mercado Focus e em análises de instituições.

A projeção do IPCA para 2020 no Focus passou de 1,76% para 1,59%, enquanto o de 2021 foi de 3,25% para 3,20%. Entre os bancos, o BTG Pactual projeta agora que o índice atinja 1,8% este ano (de 2,3% anteriormente) e o Santander Brasil estima em 1,4% (de 2,2%).

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