A reforma do Imposto de Renda manteve a tabela progressiva mensal e criou redutores adicionais, que zeram ou reduzem o imposto devido para rendas de até R$ 7.350 por mês. Os novos mecanismos valem para todo o ano-calendário de 2026 e serão consolidados na Declaração do IR de 2027.
Isenção até R$ 5 mil
Com os redutores em vigor, quem recebe até R$ 5 mil por mês passa a ter imposto zerado no resultado final. A tabela mensal continua sendo usada, mas os redutores garantem que quem ganha até R$ 5 mil não pague Imposto de Renda no resultado final.
O benefício vale para trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos, aposentados e pensionistas, desde que a renda mensal total não ultrapasse esse valor. Contribuintes com mais de uma fonte de renda fazem o ajuste na declaração anual.
Redução do imposto até R$ 7.350
Para rendas entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, os redutores asseguram uma redução parcial e decrescente do imposto:
- quanto mais próxima a renda estiver de R$ 5 mil, maior o desconto;
- quanto mais próxima de R$ 7.350, menor o benefício;
- acima desse valor, não há redução adicional.
A regra também se aplica ao 13º salário.
Tabela mensal do Imposto de Renda continua valendo
A tabela progressiva mensal continua sendo usada como referência técnica, mas não gera cobrança efetiva para quem ganha até R$ 5 mil por mês. Nessa faixa, os redutores criados pela reforma neutralizam o Imposto de Renda 2026, garantindo que não haja desconto de Imposto de Renda no resultado final.
A tabela define as alíquotas aplicáveis a cada faixa de renda e serve de base para o cálculo do imposto. Em seguida, os redutores são aplicados para zerar ou reduzir o valor devido, conforme a renda do contribuinte.
Na prática, a tabela mensal só passa a produzir cobrança integral para quem ganha acima de R$ 7.350 por mês, faixa a partir da qual não há mais redutores. Abaixo desse valor, o imposto é total ou parcialmente neutralizado pelos mecanismos criados pela reforma.
Tabela mensal do Imposto de Renda 2026
(usada para o IR retido na fonte)
| Base de cálculo mensal | Alíquota | Dedução |
|---|---|---|
| Até R$ 2.428,80 | Isento | – |
| De R$ 2.428,81 a R$ 2.826,65 | 7,5% | R$ 182,16 |
| De R$ 2.826,66 a R$ 3.751,05 | 15% | R$ 394,16 |
| De R$ 3.751,06 a R$ 4.664,68 | 22,5% | R$ 675,49 |
| Acima de R$ 4.664,68 | 27,5% | R$ 908,73 |
Fonte: Receita Federal
Ajuste anual consolida o benefício
No cálculo anual do Imposto de Renda, a Receita Federal aplica redutores semelhantes:
isenção para rendimentos anuais de até R$ 60 mil;
- redução gradual entre R$ 60 mil e R$ 88,2 mil;
- acima desse valor, não há desconto adicional.
O ajuste anual garante que o contribuinte não pague mais imposto do que o devido.
Imposto de Renda 2026: compensação pela alta renda
Para compensar a perda de arrecadação, a reforma criou o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo, aplicado a rendas anuais acima de R$ 600 mil, e a tributação de dividendos acima de R$ 50 mil por mês, com retenção de 10% na fonte.
Segundo o governo, cerca de 16 milhões de contribuintes serão beneficiados pelas novas regras do Imposto de Renda em 2026.
De acordo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais vai injetar R$ 28 bilhões na economia em 2026.
“Um estímulo extraordinário para o comércio, para a indústria, o setor de serviços e o empreendedorismo, que vai gerar mais empregos, mais oportunidades e mais renda. O país inteiro vai ser beneficiado”, disse Lula.
“Esse alívio no Imposto de Renda significa mais dinheiro no bolso, que significa maior poder de compra, que significa aumento no consumo, que faz a roda da economia girar”, disse Lula, calculando que uma pessoa com salário de R$ 4,8 mil pode fazer uma economia de R$ 4 mil em um ano.
