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Via lança oferta primária de ações para levantar R$ 1 bi; ação cai

Varejista informou que precificação acontece no dia 13 de setembro.

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O grupo de varejo Via (VIIA3) lançou nesta terça-feira (5) uma oferta primária subsequente de ações (follow-on), com expectativa de levantar cerca de R$ 1 bilhão que serão usados para melhoraria da estrutura de capital da empresa. Por volta de 13h35, o VIIA3 recuava quase 5%, a R$ 1,20.

A oferta consiste de 778,65 milhões de ações que terão como chamariz a entrega de quatro bônus de subscrição para cada cinco ações subscritas na oferta, afirmou a Via.

Clientes pesquisam preços de caixas de som em uma loja da Casas Bahia, da Via, em São Paulo 07/02/2013 REUTERS/Nacho Doce

A Via afirmou que o valor que pretende levantar com a oferta, de R$ 981 milhões, não considera o valor dos bônus de subscrição.

A precificação da oferta está prevista para 13 de setembro, com a Via afirmando que o cálculo vai considerar, entre outros fatores, a bonificação, que vai envolver emissão de até 622,9 milhões de bônus.

Cada bônus de subscrição vai conferir ao seu titular direito de subscrever uma ação ordinária e poderá ser exercido no prazo de até 12 meses da liquidação da oferta. Eles serão registrados para negociação no mercado secundário.

Por conta da oferta, a Via afirmou ainda que decidiu descontinuar projeções financeiras.

Segundo a Genial Investimentos, os R$ 8,7 bilhões de em empréstimos e financiamentos, além dos R$ 5 bilhões em dívida da operação do crediário, puxaram a nova oferta de ações que busca alívio para o pagamento de metade da dívida com bancos credores, além da intenção de estender os prazos de pagamento.

Ainda segundo a casa de análises, fontes ligadas aos bancos credores expressaram ceticismo quanto à uma redução na dívida total, “destacando a necessidade de uma avaliação minuciosa da verdadeira extensão do endividamento da Via”, disseram.

Na visão da Genial, o “Ebitda fraco e preocupações com limites de covenants devem aumentar a urgência da situação. Caso a companhia entregue mais 3 trimestres acima dos limites dos covenants, os financiadores podem exigir a quitação da dívida, trazendo a possibilidade de recuperação judicial no horizonte”.

*Com Reuters

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