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Após derrotar Trump, Joe Biden inicia plano de transição em um país dividido

O democrata trabalha sobre como lidar com a crise do novo coronavírus após reforçar a intenção de contornar as divisões políticas nos EUA.

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Joe Biden/Wikimedia Commons
Joe Biden/Wikimedia Commons

Um dia depois de conquistar a Presidência dos Estados Unidos (EUA), o democrata Joe Biden e seus assessores trabalharam sobre como lidar com a crise do novo coronavírus, ao mesmo tempo em que reforçaram a intenção de contornar as enormes divisões políticas no país.

O republicano Donald Trump, primeiro presidente em exercício dos EUA a perder uma disputa à reeleição em 28 anos, não deu nenhuma indicação de admitir a derrota, enquanto sua equipe eleitoral avançava com disputas jurídicas contra o resultado.

Em demonstração da difícil batalha que Biden enfrentará depois de assumir o cargo em 20 de janeiro, no trabalho com parlamentares do partido de Trump, os principais republicanos no Congresso ainda não haviam reconhecido o ex-vice-presidente como vencedor.

Em discurso em seu estado natal, Delaware, na noite de sábado (7), Biden enviou  mensagem de unidade e conciliação, declarando que é “hora de curar” o país e de alcançar norte-americanos que votaram em Trump e republicanos no Congresso. “O trabalho começa imediatamente”, disse a vice-gerente de campanha de Biden, Kate Bedingfield, no domingo, ao programa Meet the Press, da NBC.

Combate à pandemia

Biden deixou claro que combater a pandemia é uma prioridade. Bedingfield disse que Biden planeja lançar uma força-tarefa contra o novo coronavírus nesta segunda-feira (9) para traçar o caminho a seguir, liderada pelo ex-cirurgião-geral Vivek Murthy e pelo ex-comissário da Food and Drug Administration David Kessler.

Ao abordar a pandemia, Biden prometeu melhorar o acesso aos testes e, ao contrário de Trump, acatar os conselhos de cientistas e importantes autoridades da saúde pública. Cerca de 10 milhões de norte-americanos que perderam o emprego durante o confinamento permanecem inativos, e os programas de ajuda federal expiraram.

Biden e seus assessores também seguirão em frente com o trabalho de escolha das autoridades que farão parte do governo. “Ele vai começar o trabalho de transição para valer esta semana”, afirmou Bedingfield. “Ele fará anúncios ao povo americano sobre como vai cumprir essas promessas de campanha.”

Bedingfield acrescentou que Biden vai “realizar um mandato para unir o país – para unificar, baixar a temperatura, deixar de lado a dura retórica da campanha e realizar o árduo trabalho de governar”.

Crise, clima e igualdade racial

A chapa vencedora da eleição dos Estados Unidos, formada pelo presidente eleito e pela vice-presidente eleita, Kamala Harris, lançou a plataforma online da transição presidencial e listou como principais desafios a pandemia, a crise econômica, o clamor por justiça racial e as mudanças climáticas.

“Estamos nos preparando para liderar no Dia Um, assegurando que a administração Biden-Harris é capaz de lidar com os desafios mais urgentes que enfrentamos: protegendo e preservando a saúde de nossa nação, renovando nossas oportunidades de ter sucesso, avançando na igualdade racial e enfrentando a crise climática”, publicou na internet o perfil oficial da transição, que teve sua mensagem republicada pelo presidente-eleito Joe Biden no Twitter.

O perfil oficial acrescentou que o governo democrata terá pela frente uma tarefa inédita na história americana, e a preparação para enfrentá-la “será guiada por especialistas, pela ciência e com caráter”.

Primeira mulher e primeira mulher negra a ser eleita para a vice-presidência dos Estados Unidos, Kamala Harris usou o Twitter neste domingo para reforçar declarações de seu discurso proferido na noite de ontem, em que homenageou sua mãe e “gerações de mulheres negras que vieram antes dela e acreditaram profundamente que um momento como esse era possível nos Estados Unidos”. “Eu espero que cada garotinha assistindo esta noite veja que este é um país de possibilidades”, repetiu a democrata.

Já o presidente, Donald Trump, voltou a fazer acusações de fraude contra a eleição na rede social, que sinalizou aos usuários que as alegações não eram comprovadas.

O candidato à reeleição publicou que havia problemas na autenticação dos votos feitos pelo correio, que decidiram a eleição em estados chave para sua derrota, como a Pensilvânia. O Twitter marcou as postagens com um link que explica que o voto pelo correio é legal e seguro nos Estados Unidos, especialmente em meio à pandemia.

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, que também concorreu à reeleição, não se manifestou no Twitter. 

*Com Agência Brasil

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