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Ficou sabendo? Musk x S&P Global; fundos fechados na Rússia e elétricos leves

A iShares, da Black Roxk, vai fechar seus fundos negociados em bolsa MSCI Rússia e MSCI Leste Europeu por causa da guerra na Ucrânia.

Notas de rublo russo ao lado de representações de bitcoin 01/03/2022 REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

iShares, da BlackRock, fecha fundos na Rússia

A iShares vai fechar seus fundos negociados em bolsa MSCI Rússia e MSCI Leste Europeu, disse a BlackRock nesta sexta-feira, juntando-se a vários outras gestoras de ativos que encerraram negócios na região por causa da guerra na Ucrânia.

A BlackRock já havia suspendido os fundos no início de março, logo após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro.

“Devido à invasão da Ucrânia pela Rússia, as condições normais de negociação do mercado permaneceram materialmente prejudicadas e uma parcela significativa dos títulos russos ainda não é negociável para investidores estrangeiros não russos”, disse a BlackRock em comunicado.

A BlackRock disse acreditar que está agindo de acordo com o interesse dos acionistas ao anunciar o fechamento. A empresa disse que os títulos russos permanecerão nos fundos “até o momento em que for possível, praticável e apropriado, na opinião do gestor, liquidar cada uma das posições de maneira ordenada e gerenciada”.

O fundo MSCI Rússia tinha 18 milhões de dólares sob gestão e o fundo MSCI Leste Europeu tinha 108 milhões de dólares, segundo dados da BlackRock.

Dois outros fundos da BlackRock com exposição à Rússia permanecem suspensos, mas não foram fechados, disse um porta-voz da BlackRock.

Um total de 6 bilhões de dólares em ativos sob gestão foi congelado em fundos russos ou de mercados emergentes com exposição à Rússia desde a invasão, mostram dados da Morningstar.

Os gestores de ativos suspendem os fundos para garantir que os clientes sejam tratados de forma justa e que não haja debandada para as saídas. Mas alguns fundos estão fechando de forma definitiva devido à falta de liquidez causada pela guerra e sanções disparadas pelo Ocidente contra a Rússia.

Os fundos BlackRock iShares estão listados em Londres e outras bolsas europeias. A iShares disse separadamente que retirará os fundos da Bolsa de Valores de Londres por volta de 22 de junho.

Nissan e Mitsubishi lançam elétricos leves

As montadoras Mitsubishi e Nissan anunciaram seus primeiros veículos leves elétricos desenvolvidos em conjunto, com o objetivo de atrair mais motoristas japoneses para carros movidos à bateria.

As duas montadoras japonesas, parte de uma aliança que também inclui a Renault, já foram consideradas pioneiras no mercado de veículos elétricos do Japão, mas têm lutado para atrair clientes e enfrentam a concorrência de companhias de rápido crescimento como a Tesla (TSLA34) .

“Estou confiante de que (os novos veículos) representando a aliança serão um divisor de águas para os veículos elétricos no Japão”, disse o presidente-executivo da Nissan, Makoto Uchida, em uma apresentação dos novos modelos na cidade de Kurashiki, no oeste do Japão.

As montadoras esperam alavancar a presença no mercado japonês de micro veículos, os chamados carros “kei”, que representam quase 40% dos veículos em circulação no Japão.

A aliança das três empresas no início deste ano detalhou um plano de cinco anos para investir 26 bilhões de dólares no desenvolvimento de veículos elétricos, incluindo carros kei.

A Nissan, que produz os veículos elétricos Leaf e Ariya, venderá seu primeiro carro leve elétrico, o Sakura, a partir de cerca de 1,78 milhão de ienes (13.891 dólares), após um subsídio do governo. O veículo tem alcance de 180 quilômetros.

A Mitsubishi Motors, fabricante dos carros elétricos i-MiEV, lançará o “K-EV Cross” a partir de cerca de 1,85 milhão de ienes incluindo o subsídio e também com autonomia de 180 quilômetros.

Ambas as montadoras disseram que começarão a vender a nova linha de carros elétricos “kei” em meados do meio do ano.

“As pessoas que costumavam pensar que os veículos elétricos são muito caros vão se interessar um pouco mais [por veículos elétricos] e estarão dispostas a experimentá-los”, disse Riho Suzuki, gerente de regional de produtos da Nissan.

Crítica de Musk a rankings ESG mostra confusão

A crítica de Elon Musk a rankings de governança ambiental, social e corporativa (ESG) chamados por ele de “golpe” destaca como a tendência de investimento mais popular em Wall Street atualmente significa coisas diferentes para pessoas diferentes.

O presidente-executivo da Tesla atacou na quarta-feira a S&P Global depois que a empresa retirou de seu principal índice de ações ESG a montadora de carros elétricos e resolveu adicionar algumas companhias cujas atividades são consideradas como prejudiciais ao meio ambiente, como petrolíferas.

Musk foi ao Twitter para expressar sua frustração com a mudança “apesar da Tesla fazer mais pelo meio ambiente do que qualquer empresa já fez!” ele acrescentou que o ESG “foi usado como arma por falsos guerreiros da justiça social”.

A diretora sênior da S&P Dow Jones Indices, Margaret Dorn, disse à Reuters que a Tesla foi excluída do índice porque sua pontuação caiu um pouco, assim como as pontuações de outras montadoras melhoraram. A Tesla não foi excluída porque os executivos da S&P decidiram expulsar a empresa do índice por causa de uma questão específica, acrescentou.

Embora os carros da Tesla contribuam para reduzir as emissões de carbono, a pontuação ESG da montadora ficou “para trás” em outros aspectos, como más condições de trabalho em fábrica norte-americana, alegações de discriminação racial e manipulação de uma investigação do governo dos Estados Unidos sobre várias mortes e lesões relacionadas à tecnologia de piloto automático.

O investimento sustentável – levando em conta os fatores ESG na seleção do portfólio – explodiu nos últimos anos, atingindo 35,3 trilhões de dólares até o início de 2020, de acordo com a Global Sustainable Investment Alliance.

Meia dúzia de gestores de investimentos entrevistados pela Reuters disseram que a briga de Musk com a S&P ilustra como a confusão ainda reina sobre como investidores e executivos veem o setor.

Alguns, como Musk, acreditam que as classificações devem recompensar as empresas que fazem mais pelo planeta e pela sociedade. Outros, incluindo empresas como a S&P, que produzem os rankings, dizem que o objetivo é mostrar quanto risco as ações de uma empresa enfrentam devido a fatores ESG.

Isso explica por que algumas empresas que são as principais contribuidoras para as mudanças climáticas, como a Exxon, podem permanecer em um índice ESG se puderem mostrar que estão tomando medidas para reduzir esse risco.

“Em última análise, o ESG é uma forma de identificar e tentar quantificar o risco. Portanto, é basicamente a mitigação do risco”, disse Chi Chan, gerente de portfólio da Federated Hermes. “Efetivamente, Musk está confundindo ESG com sustentabilidade.”

Mark Tinker, diretor de investimentos da Toscafund Hong Kong, disse que Musk “apontou corretamente” que as considerações de governança corporativa e social estão sendo usadas “para cancelamentos por motivos políticos” e que a contribuição de uma empresa para o meio ambiente também pode “significar o que você quer que seja”.

A Tesla não respondeu a um pedido de comentário em nome da empresa ou de Musk.

A S&P publicou a mudança em seu índice ESG em 22 de abril. Mas foi somente em 18 de maio, um dia depois que Horn publicou explicações sobre por que a Tesla foi excluída do índice, que os usuários do Twitter começaram a divulgá-lo, chamando a atenção de Musk.

Apenas uma pequena fração dos ativos sob gestão da indústria de ESG – 11,7 bilhões de dólares no final de 2020 – está vinculada aos índices S&P. A influente rival do índice ESG da S&P, MSCI Inc, até agora mantém a Tesla em seu índice ESG bluechip.

A S&P se recusou a fornecer um detalhamento da pontuação ESG que atribuiu à Tesla, que é compilada com base em rankings de várias operações e práticas da empresa. A MSCI também se recusou a fornecer um detalhamento, mas uma cópia de 3 de maio de sua classificação da Tesla enviada aos investidores e revisada pela Reuters mostra como o mau desempenho percebido em questões sociais tirou parte do brilho das fortes credenciais verdes da empresa.

A Tesla marcou 9,1 de 10 em questões ambientais, contra uma média da indústria de 6,5. Isso representou 30% de sua pontuação ESG total. Em questões sociais, no entanto, ficou em 1,4 em comparação com uma média de 3,5, enquanto em governança obteve 5,1 contra uma média de 3,2.

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