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Preço dos imóveis sobe mais de 5% em 2021, maior alta desde 2014

Aumento, no entanto, ficou abaixo da inflação no ano.

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Hand presenting model house for home loan campaign

O preço dos imóveis encerrou o ano de 2021 com alta acumulada de 5,29%, a maior desde os 6,7% de 2014. É o que aponta o Índice FipeZap de Preços de Imóveis Anunciados, que acompanha o preço médio de apartamentos prontos em 50 cidades brasileiras com base em anúncios na internet.

Os números representam a variação nominal dos preços, ou seja, não consideram a inflação no mesmo período. Se for considerada a inflação de 9,28% prevista no ano para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2021, o preço dos imóveis teve uma queda real de 3,66%.

O mercado imobiliário teve um ano marcado por um aumento dos custos para construir, com os principais materiais ainda sofrendo os efeitos do desajuste na cadeia produtiva. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve alta de mais de 14% em 2021, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Por outro lado, o ano teve ainda o aumento das taxas de juros, que, aliado ao aumento da inflação, desemprego elevado e renda média das famílias em queda, levanta dúvidas sobre a demanda por imóveis nos próximos meses.

Diferença entre as cidades

De acordo com a pesquisa FipeZap, apenas 3 das 50 cidades monitoradas encerraram o ano com recuo nominal na média do preço dos imóveis residenciais. Santos (SP) teve queda de 2,07%, Campinas (SP), de 0,44% e Niterói (RJ), de 0,36%. 

Das outras 47 cidades, apenas 17 apresentaram alta superior à inflação acumulada no ano, sendo as mais expressivas em Itajaí (SC), com alta de 23,77%, Itapema (SC), com elevação de 23,57%, e Balneário Camboriú (SC), com aumento de 21,21%.

Já das 16 capitais incluídas no índice, todas encerraram o ano com elevação nominal no preço de venda, apesar de apenas 6 delas apresentarem uma variação superior à inflação. Foram elas Vitória (ES), com alta de 19,86%, Maceió (AL), com aumento 18,50%, Florianópolis (SC), com elevação de 15,74%, Curitiba (PR), com acréscimo de 15,41%, Goiânia (GO), com evolução de 13,70%, e Manaus (AM), com alta de 9,48%. 

Nas capitais Porto Alegre (RS), São Paulo, Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro e Salvador (BA), as altas acumuladas em 2021 foram de 5,54%, 4,13%, 3,06%, 2,16% e 1,57%, respectivamente.

Qual é o preço dos imóveis?

A partir da amostra de anúncios de imóveis residenciais para venda em dezembro de 2021, o preço médio calculado para as 50 cidades monitoradas pelo Índice FipeZap foi de R$ 7.874/m². Entre elas, os maiores valores médios foram apurados em São Paulo (9.708/m²), Rio de Janeiro (9.650/m²) e Balneário Camboriú (R$ 9.358/m²). 

Já a lista das cidades com menor preço médio de venda para imóveis residenciais incluiu Betim (MG), com valor de 3.091/m², São José dos Pinhais (PR), com 3.788/m², e Pelotas (RS), com R$ 3.914/m².  

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Este conteúdo é de cunho jornalístico e informativo e não deve ser considerado como oferta, recomendação ou orientação de compra ou venda de ativos.

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