Depois de players como a Kalshi, uma das pioneiras dos Estados Unidos, ter anunciado a sua entrada em parceria com a XP, e a B3, o mais novo competidor conhecido é o BTG Pactual.
O banco de investimento controlado por André Esteves vai entrar nessa briga bilionária com a plataforma Trends, que permite negociar contratos ligados a ativos como dólar, Ibovespa, ações e juros, mas com base em probabilidades.
Em jogo está um mercado que movimentou US$ 64 bilhões em negociações nos EUA em 2025, segundo estimativas. E que gera uma disputa sobre quem tem direitos de operá-lo no Brasil – as bets, por exemplo, cobram o pagamento pelas mesmas licenças que elas são obrigadas a ter.
Funciona assim: o banco usa modelos quantitativos para estimar a chance de determinados cenários acontecerem, como a alta ou queda de um ativo.
A partir disso, o investidor pode montar posições para apostar nesses cenários: de um lado, quem acredita que o evento vai acontecer; do outro, quem aposta no contrário.
Ou seja, em vez de comprar diretamente um ativo, o investidor negocia a probabilidade de um determinado movimento ocorrer.
Em um primeiro momento, o Trends ficará disponível a clientes de perfil mais sofisticado e a assessores de investimento.
A estrutura será “plugada” em plataformas já existentes do banco, como o “home broker” (plataforma de negociação em bolsa). Haverá análise de perfil de risco e operações sem alavancagem, segundo o banco.
No lançamento, o banco diz que manterá acesso gratuito para o público selecionado – na Kalshi, por exemplo, a plataforma ganha com um fee sobre cada transação. Gradualmente, a expansão permitirá novas funcionalidades e recursos, voltados para um público mais amplo.