Impulsionados por um momento de mercados aquecidos, os fundos soberanos ao redor do mundo elevaram seus ativos sob gestão a um recorde de US$ 15 trilhões em 2025 e aproveitaram o momento para intensificar a aposta em tecnologia, segundo relatório da Global SWF.

Ao longo do ano, esse grupo de investidores destinou US$ 66 bilhões a projetos de inteligência artificial e digitalização, reforçando a tecnologia como um dos principais vetores estratégicos desses fundos. O movimento foi liderado pelo Oriente Médio, onde o Mubadala Investment, de Abu Dhabi, investiu US$ 12,9 bilhões no setor, à frente da Kuwait Investment Authority, com US$ 6 bilhões, e da Qatar Investment Authority, com US$ 4 bilhões.

A região segue como um dos maiores polos globais de capital soberano. Os sete principais fundos do Golfo concentraram 43% de todo o volume investido por investidores estatais no mundo, somando US$ 126 bilhões. É o maior patamar já registrado.

O Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF) destacou-se como o maior realizador de grandes operações individuais em 2025, com US$ 36,2 bilhões em compromissos de investimento. Vale a ressalva de que grande parte desse valor esteve ligada à participação do fundo na aquisição da Electronic Arts.

Sem essa operação, o protagonismo passa para Abu Dhabi. O Mubadala foi o fundo soberano mais ativo do ano, com um volume recorde de US$ 32,7 bilhões distribuídos em 40 transações, de acordo com o relatório.

De forma mais ampla, os fundos soberanos – categoria que inclui também fundos públicos de pensão – ampliaram sua influência global em 2025, beneficiados por retornos robustos em renda fixa, ações, imóveis e infraestrutura, segundo a Global SWF.

Os Estados Unidos seguem na liderança em ativos sob gestão de fundos estatais, com US$ 13,2 trilhões, à frente da China, com US$ 8,2 trilhões, e dos Emirados Árabes Unidos, com US$ 2,9 trilhões.

Também como destino de capital, os EUA mantiveram ampla vantagem. O país atraiu cerca de US$ 131,8 bilhões em investimentos estatais em 2025, quase o dobro dos US$ 68,9 bilhões registrados no ano anterior. Já os aportes direcionados à China recuaram para US$ 4,3 bilhões, ante US$ 10,3 bilhões em 2024.