A liquidação do conglomerado do Banco Pleno (ex-Voiter) vai significar um acréscimo de quase R$ 5 bilhões para a conta a pagar do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), nos cálculos do próprio órgão.

O levantamento preliminar mostra que 160 mil credores são elegíveis ao pagamentos das garantias, que somam R$ 4,9 bilhões.

Isso significa que o rombo deixado pelas liquidações do conglomerado do Banco Master e instituições coligadas, como o Letsbank e o Will Bank, ou que já pertenceram ao grupo, como é o caso do Pleno, pode alcançar quase R$ 52 bilhões.

No dia 18 de novembro de 2025, o Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, do Banco Master de Investimentos e também do Banco Letsbank, todos integrantes do conglomerado Master.

A autoridade apontou grave deterioração financeira, grave crise de liquidez e violações às normas do sistema financeiro. A decisão veio após meses de dificuldade operacional e uma investigação da Polícia Federal envolvendo suspeitas de fraudes e emissão de títulos sem lastro.

O caso do Banco Master e do Letsbank tornou-se o maior acionamento da história do FGC, com expectativa de cobertura de cerca de R$ 41 bilhões para aproximadamente 800 mil clientes, incluindo poupança, conta-corrente, CDBs e depósitos a prazo elegíveis à garantia.

Dois meses depois da decisão sobre o Master, em 21 de janeiro de 2026, o Banco Central decretou também a liquidação extrajudicial da Will Financeira Crédito, Financiamento e Investimento — conhecida como Will Bank, por causa de dificuldades financeiras e descumprimento de obrigações junto a arranjos de pagamento.

Essa liquidação implicou em mais R$ 6,3 bilhões para a conta do FGC.