Enquanto você dormia…
- Clima global: investidores reduziram risco após os ataques dos EUA e Israel ao Irã no fim de semana; os futuros das bolsas de Nova York operam em queda: às 7h20, o S&P 500 futuro cai -1,06% e o Nasdaq futuro tem queda de -1,46%.
- Na Europa, impera a cautela. O Stoxx 600 recua -1,43%.
- Na Ásia, as bolsas fecharam em queda diante das tensões geopolíticas e salto dos preços do petróleo. O índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, terminou em baixa de -1,35% e o Hang Seng, de Hong Kong, em queda de -2,14%.
- O índice dólar (DXY) sobe em meio a escalada da guerra no Oriente médio: + 0,57% aos 98,17 pontos. O petróleo Brent disparou 7,90% a US$ 78,63 o barril. Os juros da Treasury de 10 anos estão em 3,966% ao ano.
Destaques do dia
- Ataques elevam tensão e petróleo sobe: EUA e Israel atingiram alvos ligados ao Irã, aumentando o receio de escalada regional. O mercado monitora possível retaliação e impactos sobre rotas estratégicas de petróleo.
- Reação imediata: avanço do Brent e fortalecimento do dólar, com investidores migrando para ativos considerados mais seguros.
- Risco inflacionário: petróleo mais caro pode complicar o cenário de preços globalmente.
- E daí? Petrobras tende a entrar no radar com a alta do petróleo. Dólar mais forte pode influenciar juros futuros e ações sensíveis a câmbio.
Giro pelo mundo
- Fluxo defensivo: investidores reforçam posições em Treasuries e petróleo diante do risco geopolítico; gatilho agora é eventual resposta do Irã.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que o conflito no Irã pode durar quatro semanas. A percepção de que a guerra pode ser mais ampla e demorada do que o inicialmente avaliado mantêm os preços do petróleo sob pressão.
Giro pelo Brasil
- Juros: contratos futuros podem reagir à alta do petróleo, que adiciona pressão às expectativas de inflação.
- Focus: relatório desta manhã atualiza projeções para IPCA e Selic, servindo de bússola para o mercado.
Giro corporativo
- Stone: concluiu a venda da Linx após aprovação do Cade, reforçando foco no negócio principal. Em julho de 2025, quando a Stone firmou acordo com a Totvs para transferir a unidade e outros ativos de software por R$ 3,05 bilhões, acrescidos de uma posição de caixa líquido estimada em R$ 360 milhões na época, totalizando R$ 3,41 bilhões
- OceanPact e CBO: companhias anunciaram fusão para ganhar escala no setor marítimo; mercado acompanha estrutura e possíveis sinergias. A combinação cria uma empresa com 73 embarcações, receita anual acima de R$ 4 bilhões e backlog de R$ 14 bilhões, formando a segunda maior frota do Brasil.
Agenda do dia
- 08:25: Relatório Focus — expectativas para inflação e juros.
- 10:00: PMI de Indústria (fev) EUA. Indicador antecedente da atividade industrial americana
Ótima segunda-feira e bons negócios!