Enquanto você dormia…
- Os futuros de ações nos EUA operam em alta, impulsionados por bancos e tecnologia, depois de uma semana carregada de notícias envolvendo inflação e os movimentos do presidente americano, Donald Trump, em temas geopolíticos importantes, como as investidas para comprar a Groenlândia e a escalada de conflitos com o Irã.
- Futuros de NY: S&P 500 +0,30% e Nasdaq +0,54%.
- Europa e Ásia: bolsas europeias seguem em queda, em sessão marcada por uma busca por proteção com os conflitos envolvendo os EUA e a Groenlândia e também o Irã; na Ásia, ações de tecnologia sustentaram o viés positivo.
- No radar macro, os dados de produção industrial nos EUA ganham destaque.
Destaques do dia
- O mercado acompanha hoje indicadores importantes de atividade econômica, como a “prévia do PIB” no Brasil – o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), medido pelo Banco Central.
- Dados de produção industrial nos Estados Unidos, além de falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o BC americano), estão previstos para o dia.
- E daí? Esses dados ajudam a calibrar expectativas sobre o quão aquecida estão as economias dos dois países, com possíveis efeitos para a inflação e para a trajetória dos juros. Para o Brasil, leituras mais fortes ou mais fracas lá fora podem mexer com o humor global, afetando commodities, câmbio e o apetite por ativos de risco na B3.
Giro pelo mundo
- Dados de atividade nos EUA: produção industrial e outros indicadores saem ao longo do dia e podem mexer com juros e dólar;
- Bancos e tecnologia: esses setores puxam os futuros de NY, refletindo resultados recentes e expectativas menos pessimistas para lucros.
- Fed no radar: discursos de dirigentes seguem sendo monitorados para pistas sobre o ritmo da política monetária.
- Commodities: petróleo opera em baixa, com investidores de olho nos conflitos no Irã, e minério de ferro recua, com menos demanda chinesa.
- Geopolítica no radar: EUA impõem sanções a autoridades iranianas em meio aos protestos violentamente reprimidos pelo governo.
Giro pelo Brasil
- IBC-Br: o indicador de atividade do Banco Central, visto como uma “prévia” do PIB, é o principal dado do dia por aqui.
- Inflação ao produtor: números ajudam a entender pressões de custos para a indústria e margens das empresas.
- Caso Master: empresas de auditoria emitiram pareceres desde 2019 apontando problemas em documentos e balanços financeiros de fundos de investimentos ligados à instituição financeira hoje liquidada. As informações são da Folha de S.Paulo.
Giro corporativo
- Prio sem Tanure: a venda das ações do investidor Nelson Tanure na Prio tira da frente um fator de desconforto em termos de governança corporativa, já que o empresário é investigado pelo seus laços com o Banco Master. Tanure teve boa parte de sua posição liquidada após dar os papéis em garantia de empréstimos. A notícia é positiva, mas está longe de ser um gatilho para uma disparada das ações da Prio.
- A CVC informou que o conselho de administração finalizou a sucessão na posição de CEO, encerrando a gestão de Fabio Godinho e elegendo Fabio Mader para o cargo.
- A Amazon está recorrendo a uma mina no Arizona que, no ano passado, se tornou a primeira nova fonte de cobre dos EUA em mais de uma década, para suprir a enorme demanda de seus data centers pelo metal industrial.
Agenda do dia
- 8:00 – Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) da 2ª quadrissemana de janeiro — FGV. Importante para compor o cenário econômico brasileiro e efeitos para a inflação.
- 8:00 – Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) e seus componentes em janeiro — FGV. Indicador que ajuda a medir o nível da atividade e também a evolução dos preços da economia doméstica.
- 09:00 – Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) de novembro — BC. Indicador relevante para medir o quão aquecida está a economia, com possíveis efeitos inflacionários.
- 09:00 – Índice de Preços ao Produtor (IPP) de novembro — IBGE. Essencial para medir a mudança média dos preços de venda recebidos pelos produtores domésticos de bens e serviços.
- 11:15 – Produção industrial de dezembro — EUA. Mede a produção das empresas integradas no setor industrial da economia americana e, portanto, auxilia a medir o quão forte está a atividade.