Enquanto você dormia…
- O clima lá fora segue cauteloso, com investidores equilibrando resultados corporativos e tensão geopolítica.
- Futuros de NY: S&P 500, Nasdaq e Dow Jones oscilam em alta, à espera de falas de dirigentes do Fed no dia.
- Europa e Ásia: bolsas fecharam sem direção única na Ásia e, um dia depois dos recordes do Nikkei no Japão, foi a vez do coreano Kospi renovar máximas. Na Europa, o movimento é de alta para a maioria das bolsas, que se movimentam em meio a questões geopolíticas e preços das commodities.
- Commodities: petróleo cai após Trump sinalizar que não vai interferir nos conflitos contra o governo do Irã; dólar oscila perto da estabilidade e o ouro devolve parte dos ganhos recentes.
Destaques do dia
- No Brasil, o principal dado do dia é o volume de vendas no varejo de novembro, divulgado pelo IBGE e que serve de termômetro direto do consumo das famílias.
- Lá fora, a temporada de balanços segue com grandes bancos americanos divulgando resultados, o que costuma influenciar o humor global e as expectativas sobre a economia dos EUA.
- E daí? Um varejo mais forte por aqui mostra a trajetória consumo doméstico e a força da economia brasilera. Uma economia mais aquecida pode implicar em inflação potencialmente mais alta e, com isso, afetar a política momnetária. Já os balanços nos EUA tendem a sustentar a demanda por ativos risco se os dados vierem positivos – o que atinge, por tabela, o fluxo para mercados emergentes.
Giro pelo mundo
- Balanços de bancos: resultados de grandes instituições financeiras dos EUA seguem ditando o tom dos futuros em NY; qualquer surpresa pode mexer com juros e ações.
- Dados de emprego nos EUA: pedidos semanais de auxílio-desemprego entram no radar como termômetro do mercado de trabalho.
- Petróleo em queda: a commodity recua após aliviar o temor de escalada geopolítica, devolvendo parte do prêmio de risco recente.
- Geopolítica no centro: a disputa travada pelos EUA pelo domínio da Groenlândia prossegue, depois do presidente Trump se reunir com autoridades dinamarquesas para debater o tema – a ilha é interesse internacional por causa dos minerais presentes nela. Os investidores também acompanham os protestos e a forte repressão do governo do Irã e da possibilidade de entrada direta dos EUA no conflito.
Giro pelo Brasil
- Vendas no varejo: dado de novembro sai pela manhã e pode mexer com expectativas para atividade econômica e juros.
- Ibovespa: após sessões recentes mais firmes, investidores avaliam se o mercado tem fôlego para seguir ou se entra em modo de espera por novos dados econômicos.
- Caso Master: Dias Toffoli, ministro do STF (Supremo Tributal Federal) subiu o tom a respeito de sua atuação no caso do Banco Master. Segundos relatos, o ministro desconfia da atuação de autoridades do governo no caso, em especial da Polícia Federal, segundo apuração da Folha de S.Paulo.
Giro corporativo
- Chevron, Exxon, Conoco: petrolíferas americanas estão no centro do debate sobre oportunidade dos investidores de aplicar recursos nelas ou se manterem expostos à Petrobras;
- GPA: Companhia dona das redes Pão de Açúcar e Extra, elegeu os nomes de Carlos Augusto Reis de Athayde Fernandes e Eleazar de Carvalho Filho para ocupar as duas cadeiras que estavam vagas no board.
- Agibank: banco fez pedido para um IPO (oferta inicial de ações) nos EUA. A operação tem como bancos coordenadores Morgan Stanley, Citigroup, Bradesco BBI e BTG Pactual, segundo documentos enviados à SEC, órgão regulador do mercado de capitais americano.
Agenda do dia
- 09:00 – Vendas no varejo (nov) — IBGE. Indicador-chave do consumo das famílias.
- 10:00 – Preços de importados (nov) – EUA. Relevante para saber os efeitos dos preços de insumos para a economia.
- 10:30 – Pedidos iniciais de auxílio-desemprego (semanal) — EUA. Importante para as expectativas sobre atividade americana.
