O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) iniciou nesta terça-feira (7) a segunda fase de pagamentos aos credores do Will Bank, que aguardavam desde 21 de janeiro o ressarcimento após a liquidação do banco. E essa espera já comprometeu os investimentos em CDBs instituição financeira, já que qualquer rentabilidade é congelada no momento da liquidação.

Como os investidores deixaram de receber os rendimentos por cerca de dois meses, de janeiro até hoje, um CDB a 125% do CDI, por exemplo, como foi o caso de alguns produtos do banco colocados no mercado, passou a ter um retorno equivalente perto de 103% do CDI – bem perto de emissões de grandes bancos, muito menos arriscadas.

Neste momento, o FGC estima que R$ 6,06 bilhões serão pagos a 312 mil credores do Will Bank. Os pagamentos estão sendo feitos via aplicativo do FGC.

Em 13 de fevereiro, houve uma antecipação do pagamento aos credores que tinham valores a receber até R$ 1 mil. Esse processo está acontecendo via aplicativo do próprio Will Bank.

Nesse caso, já foram pagos R$ 126 milhões, ou 70,8% do total de antecipações. Cerca de 1,14 milhão de pessoas já receberam os valores, o equivalente a 18,3% do total de 6,3 milhões com direito a esses recursos.

O Will Bank fazia parte do conglomerado do Banco Master, que também teve a sua liquidação decretada pelo Banco Central, mas em novembro do ano passado. Até o dia 6 de abril, R$ 39,3 bilhões já foram pagos a 90,9% dos credores do grupo com direito à garantia.

Só no caso do Master, o fundo já pagou R$ 35,1 bilhões, ou 87% do montante total. Em número de beneficiários, 612 mil credores já receberam os valores, o que equivale a 79% do total de pessoas com direito aos pagamentos, segundo o FGC.

Em março deste ano, o FGC também iniciou o pagamento aos credores do Banco Pleno e 70,4% dos investidores já foram ressarcidos. Nesse caso, o volume chegou a R$ 3,6 bilhões.