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De ações vendidas em cafeterias a Wall Street: a história das Bolsas de Valores

A primeira Bolsa de Valores prosperou por décadas sem que uma única ação fosse negociada.

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https://youtu.be/q_NWf0ATaNE

Dá para imaginar uma época em que uma Bolsa de Valores não fosse sinônimo de investimento e negociação de ações?

Houve muitas etapas ao longo da história para que o atual sistema de Bolsas de Valores funcionasse. Porém, há pouco consenso entre os estudiosos sobre quando as ações de empresas foram negociadas de fato pela primeira vez. Alguns veem o evento chave como a fundação da Companhia Holandesa das Índias Orientais, em 1602, enquanto outros apontam para um período anterior.

O primeiro livro da história da Bolsa de Valores, a Confusão das Confusões, foi escrito pelo comerciante judeu holandês Joseph de La Vega e a Bolsa de Valores de Amsterdã é frequentemente considerada como o mais antigo mercado de valores “moderno” do mundo.

Por outro lado, a economista Ulrike Malmendier, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, argumenta que um mercado de ações já existia desde a Roma antiga.  Mas ao que a história documentada indica, os primeiros mercados de ações genuínos de fato não chegaram até os anos 1500. No entanto, houve muitos exemplos iniciais de mercados semelhantes aos mercados de ações.

No século 11, por exemplo, a França tinha um sistema em que os mensageiros de câmbio administravam dívidas agrícolas (a exemplo das LCAs e CRAs) em todo o país em nome dos bancos. Isso pode ser visto como o primeiro grande exemplo de corretagem.

Mais tarde, os mercadores de Veneza foram creditados com a negociação de títulos públicos. Logo depois, banqueiros das cidades italianas vizinhas de Pisa, Verona, Gênova e Florença também começaram a negociar títulos do governo.

Bem, mas e as ações?

Os primeiros mercados de ações do mundo estão geralmente ligados à Bélgica. Bruges, Flandres, Ghent e Rotterdam, na Holanda, todos hospedaram seus próprios sistemas de mercado de “ações” nos anos 1.400 e 1.500. No entanto, é geralmente aceito que a Antuérpia teve o primeiro sistema de mercado de ações do mundo.  

A Antuérpia era o centro comercial da Bélgica e era o lar da influente família Van der Beurze. Como resultado, os primeiros mercados de ações eram normalmente chamados de Beurzen.

Mas todos esses primeiros mercados de ações tinham uma coisa faltando: ações. Embora a infraestrutura e as instituições se assemelhassem aos mercados de ações de hoje, ninguém estava realmente negociando ações de uma empresa. Em vez disso, os mercados lidavam com os assuntos do governo, empresas e dívidas individuais.

Qual foi a 1ª empresa de capital aberto?

The East India Company é amplamente reconhecida como a primeira empresa de capital aberto do mundo. Porém, havia uma justificativa simples para isso: o risco.

Navegar para os cantos mais distantes do planeta era muito arriscado para uma única empresa. Quando as Índias Orientais foram descobertas pela primeira vez como um refúgio de riquezas e oportunidades de comércio, os exploradores navegaram para lá em massa. Infelizmente, poucas dessas viagens terminavam em segurança.  Navios foram perdidos, fortunas foram desperdiçadas e os financistas perceberam que precisavam fazer algo para mitigar todo aquele risco.

Como resultado, uma empresa única foi formada em 1.600 para negociar com as Índias Orientais. E era justamente a East India Company. E por causa de todo o risco envolvido é que a fórmula sobre diversificação nos investimentos é tão antiga.

Os investidores perceberam que colocar todos os seus “ovos na mesma cesta” não era a maneira mais inteligente de investir nas negociações das Índias Orientais. Digamos que um navio voltando das Índias tivesse 33% de chance de ser apreendido por piratas. Em vez de investir em uma viagem e arriscar a perda de todo o dinheiro investido, os investidores poderiam comprar ações de várias empresas. Mesmo se um navio fosse perdido de 3 ou 4 empresas investidas, o investidor ainda teria lucro.

Sendo assim, a fórmula teve muito sucesso. Em uma década, licenças semelhantes foram concedidas a outras empresas na Inglaterra, França, Bélgica e Holanda. Em 1602, a East India Company  tornou-se oficialmente a primeira empresa de capital aberto do mundo ao lançar ações da empresa na Bolsa de Valores de Amsterdã.

Cafeterias foram as primeiras bolsas

As primeiras ações eram escritas à mão em folhas de papel, e os investidores negociavam essas ações com outros investidores em cafeterias. Mas em pouco tempo, alguém percebeu que todo o mundo dos negócios seria mais eficiente se alguém criasse um mercado dedicado onde os empresários pudessem negociar ações sem ter que pedir um café ou gritar em um café lotado.

E Wall Street?

Ao contrário do que alguns possam pensar, a NYSE – a bolsa de Nova Iorque – não foi a primeira bolsa de valores dos Estados Unidos. A Bolsa de Valores da Filadélfia detém esse título. No entanto, a NYSE logo se tornou a bolsa de valores mais poderosa do país devido à falta de qualquer tipo de competição doméstica e ao seu posicionamento no centro do comércio e da economia em Nova York.

A NYSE foi criada em 1.817 e negociou ações desde seu primeiro dia. Enquanto a bolsa ‘nova-iorquina’ era a principal bolsa da América e do mundo, a Bolsa de Valores de Londres era o principal mercado de ações da Europa. Ela foi oficialmente formada em 1.801, mas como as empresas não tinham permissão para emitir ações até 1.825, esta era uma bolsa extremamente limitada.  Isso inclusive impediu que a bolsa londrina se tornasse uma superpotência global.

Hoje, praticamente todos os países do mundo têm pelo menos uma bolsa de valores, com algumas exceções.  No Brasil, a primeira bolsa foi formada em 1890. Já menor bolsa de valores do mundo é das Ilhas Seychelles. Ela foi criada em 2012.

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