A Zara, em nota oficial enviado à Bloomberg, afirmou que a colaboração com Bad Bunny, cujo nome verdadeiro é Benito Antonio Martínez Ocasio, foi feita “puramente para ajudar a concretizar a visão do artista”, incluindo figurinos para dançarinos, banda e orquestra. Segundo a empresa, “o guarda-roupa nunca teve a intenção de ser vendido comercialmente.”
O episódio evidencia a estratégia da marca em elevar seu posicionamento premium. A Zara investe em parcerias com artistas e designers e fortalece sua presença cultural, especialmente nos EUA, onde busca expandir o alcance junto a consumidores latinos e não-latinos.
Presença da Zara nos EUA
Em 2025, a Zara operava 102 lojas nos EUA, concentradas na Califórnia (23), Nova York (18) e Texas (11), distribuídas por 26 estados. A marca detém cerca de 2-3% do mercado de fast fashion no país, atrás de H&M e Gap/American Eagle, mas vem registrando crescimento impulsionado pela expansão de lojas e pelo e-commerce. As vendas nos EUA alcançaram aproximadamente US$ 4,7 bilhões em 2025.
O grupo Inditex planeja elevar os EUA a 20% das vendas globais até 2028, com abertura e reforma de cerca de 30 lojas, priorizando flagships premium em cidades estratégicas.
O ano histórico de Bad Bunny
Além de se apresentar no Super Bowl, Bad Bunny conquistou o Grammy de Álbum do Ano, marcando a primeira vitória para um trabalho em espanhol. Em seu discurso, criticou as políticas anti-imigrantes nos Estados Unidos e afirmou: “ICE out. Nós não somos selvagens, não somos animais, não somos alienígenas. Somos humanos e somos americanos.”
Por causa dessas tensões, o artista anunciou que evitará o território continental dos EUA em sua próxima turnê mundial, para não expor fãs a riscos relacionados às ações do ICE. Seu álbum “DeBÍ TiRAR MáS FOToS” se tornou o mais ouvido no Spotify em 2025, incorporando sons clássicos porto-riquenhos e consolidando Bad Bunny como uma das maiores referências da música global.