Pelo menos 11 navios contratados pela petroleira americana estão programados para chegar neste mês aos portos de Jose e Bajo Grande, controlados pelo governo venezuelano, segundo dados compilados pela Bloomberg. As informações, ainda preliminares, se comparam a nove embarcações em dezembro e representam o maior número desde outubro, quando 12 petroleiros foram carregados.
A empresa, com sede em Houston, opera na Venezuela sob uma licença concedida pelo Departamento do Tesouro dos EUA e é a única companhia ocidental autorizada a produzir e exportar petróleo bruto em meio às sanções americanas.
“A Chevron continua focada na segurança e no bem-estar de nossos funcionários, bem como na integridade de nossos ativos. Seguimos operando em total conformidade com todas as leis e regulamentos aplicáveis”, afirmou a companhia em comunicado divulgado na terça-feira.
A Chevron segue carregando petróleo enquanto ao menos 12 navios com destino à Venezuela recuaram diante da forte presença militar dos EUA no Caribe. Dois petroleiros usados no transporte de petróleo sancionado foram interceptados no bloqueio naval americano. Agora, os EUA procuram um terceiro navio, conhecido como Marinera ou Bella 1, informou a CBS News.
O navio Ionic Anassa, fretado pela Chevron, foi o primeiro dos 11 petroleiros que a empresa pretende carregar neste mês, segundo dados preliminares. Dos 11 navios contratados pela Chevron com destino ao país sul-americano, um já foi carregado e outros dois estão atualmente atracados, mostram dados de rastreamento de embarcações da Bloomberg. Todo o petróleo é enviado para refinarias nos EUA, incluindo as da Valero Energy Corp., Phillips 66 e Marathon Petroleum Corp.
O presidente dos EUA, Donald Trump, aposta que as petroleiras farão grandes investimentos para reativar a produção na Venezuela, depois de anos de corrupção e abandono que devastaram a oferta — embora os produtores de petróleo devam avançar com cautela. O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, planeja conversar nesta semana com executivos do setor.
As exportações de petróleo da Venezuela — medidas pelos carregamentos de navios — caíram para o menor nível em 17 meses em dezembro, em meio ao bloqueio naval destinado a reprimir o comércio ilícito de petróleo do país.