De acordo com as fontes, que pediram anonimato por se tratar de conversas privadas, um acordo pode ser anunciado nos próximos dias. Ainda assim, não há decisão final, e o cronograma pode sofrer alterações ou as tratativas podem não avançar.
As ações da Coterra subiram 1,9%, para US$ 28,33, às 13h55 desta quinta-feira, atribuindo à companhia um valor de mercado de cerca de US$ 21,6 bilhões. No mesmo horário, os papéis da Devon avançaram 1,9%, para US$ 40,60, o que representa uma capitalização de mercado em torno de US$ 25,5 bilhões.
Procuradas pela Bloomberg, a Coterra e Devon não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.
As duas empresas concentram uma parcela relevante de seus ativos na Bacia do Permiano, o maior polo petrolífero dos Estados Unidos. A eventual combinação ampliaria a escala operacional e a competitividade do grupo em um ambiente de preços mais baixos do petróleo, que tem pressionado o setor no país.
Caso a fusão se concretize, a empresa resultante teria um valor de mercado estimado em cerca de US$ 57 bilhões, com base nas cotações das ações, embora os termos finais do acordo ainda não tenham sido divulgados.
A operação seria a maior consolidação da indústria de shale dos EUA desde a aquisição da Endeavor Energy Resources pela Diamondback, por aproximadamente US$ 26 bilhões, em fevereiro de 2024, e pode abrir caminho para uma nova onda de fusões e aquisições após dois anos de menor atividade no setor.