Segundo a empresa, permanecem em avaliação a venda de participação relevante em infraestrutura, a possível alienação do controle da CSN Cimentos e alternativas estratégicas na siderurgia para maximizar a geração de caixa no curto prazo.
A CSN ressaltou que não há negociações avançadas nem compradores definidos, “e que qualquer menção a percentuais específicos de venda é mera especulação”. Além disso, nenhum assessor financeiro foi contratado para a área de siderurgia até o momento.
A CSN enfatizou que não há informações novas que justifiquem a divulgação de outro Fato Relevante, além do já comunicado ao mercado, reafirmando o compromisso de manter acionistas e investidores totalmente informados sobre qualquer desenvolvimento relevante em seu plano de desinvestimento.
Desalavancagem já anunciada
No dia 15 de janeiro, a CSN decidiu colocar de forma explícita no centro de sua estratégia uma agenda que vinha sendo discutida internamente há meses: a desalavancagem. Em comunicado ao mercado divulgado naquela data, o conselho de administração da companhia autorizou o início de um projeto de alienação estruturada de ativos relevantes, com a meta de levantar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões em vendas a partir de 2026.
Segundo a empresa, o objetivo é “equacionar em definitivo” a estrutura de capital do grupo, concentrar esforços nos segmentos de maior rentabilidade e, em um horizonte de até oito anos, alcançar uma alavancagem sustentável em torno de 1 vez a relação dívida líquida/Ebitda, além do potencial de dobrar o Ebitda no período.
Como parte do plano, a CSN anunciou a intenção de vender o controle da CSN Cimentos e uma participação minoritária, considerada “relevante”, no negócio de infraestrutura. Na apresentação feita a investidores e analistas, a empresa explicou que os ativos devem ser colocados à venda ainda em janeiro, com expectativa de assinatura de acordos vinculantes entre o terceiro e o quarto trimestres.
Em um horizonte de médio e longo prazo, a companhia também avalia a entrada de um sócio no negócio de siderurgia, com o objetivo de viabilizar investimentos considerados estratégicos. A empresa destacou ainda que CSN Mineração e o negócio de energia, assim como a siderurgia, são considerados essenciais para a melhoria operacional do grupo e não fazem parte do plano de desinvestimentos.