A empresa de aplicativos de bate-papo, sediada em São Francisco, está trabalhando com o Goldman Sachs Group e o JPMorgan Chase & Co. na abertura de capital, disseram fontes em março. O Discord, cuja plataforma é popular entre gamers e programadores, tem mais de 200 milhões de usuários mensais, de acordo com um comunicado divulgado em dezembro.
As discussões seguem em andamento, e a empresa ainda pode decidir não prosseguir com o IPO, afirmaram as fontes, que pediram anonimato porque as informações não são públicas. Representantes do Goldman Sachs e do JPMorgan se recusaram a comentar.
Um porta-voz do Discord disse que o foco da empresa continua sendo oferecer a melhor experiência possível aos usuários e construir um negócio forte e sustentável, e também se recusou a fazer mais comentários.
A eventual abertura de capital se somaria a uma série de potenciais IPOs de empresas de tecnologia, à medida que o mercado americano de estreias em bolsa ganha impulso. As ofertas iniciais de ações de empresas de tecnologia nas bolsas dos EUA levantaram US$ 15,6 bilhões no ano passado, mais do que o dobro do valor de 2024, segundo dados compilados pela Bloomberg. Entre as companhias que já protocolaram documentos na SEC para possíveis IPOs estão a empresa de software de gestão de frotas com uso de inteligência artificial Motive Technologies Inc. e a plataforma asiática de viagens Klook Technology Ltd.
Fundado em 2015, o Discord oferece recursos de conversas por voz, vídeo e texto. Sua plataforma básica é gratuita, enquanto o serviço pago Nitro permite streaming aprimorado e opções de personalização. Embora tenha sido criado com foco em gamers, usuários formaram servidores sobre temas variados, como beatboxing, investimentos e rádio comunitária.
Humam Sakhnini, ex-vice-chairman da empresa de jogos Activision Blizzard, assumiu em abril o cargo de diretor-executivo do Discord, substituindo o cofundador Jason Citron, que permanece no conselho.
A empresa foi avaliada em cerca de US$ 15 bilhões em uma rodada de financiamento em 2021 liderada pela Dragoneer Investment Group, disse um porta-voz do Discord na época. A plataforma rejeitou naquele mesmo ano uma proposta de aquisição de US$ 12 bilhões da Microsoft Corp., segundo a Bloomberg News.
O Discord tem enfrentado pressão de governos estaduais em relação às suas salvaguardas de segurança infantil. As iniciativas de segurança — nas quais cerca de 15% do quadro de funcionários atua — incluem o uso de aprendizado de máquina para identificar e remover conteúdo inadequado e o apoio a moderadores de comunidades para aplicar suas políticas, conforme informações do site da empresa.
