Atualmente, a empresa tem apenas 16,56% de suas ações em negociação no mercado (free float). Esse percentual é muito próximo do mínimo de 15% exigido nas regras do segmento do Novo Mercado, o que justificaria uma oferta. Nos últimos 12 meses, o papel acumula uma valorização de 55,4%.
Hoje, as maiores participações na companhia pertencem as integrantes da família Rocha, fundadora da companhia: Élvio tem 27,46%; Flávio, 27,30%; e Lisiane, 19,85%. Há ainda 8,83% das ações que estão distribuídas entre pessoas vinculadas à família e diretores executivos.
A empresa diz que nenhuma decisão definitiva foi tomada e que ainda não contratou assessores financeiros para a potencial oferta. “A análise de alternativas de captação de recursos é um processo contínuo.”
A companhia tem feito movimentos para se aproximar dos investidores. Além de road shows internacionais, reuniu em dezembro investidores e analistas de mercado depois de anos sem um evento como este na sua agenda.
Na ocasião, relançou a marca Riachuelo e falou sobre a decisão de vender o shopping Midway Mall, em Natal (RN), como um dos caminhos de melhora da estrutura de capital.

Em 18 dezembro, como resultado da venda, a empresa anunciou distribuição de R$ 1,49 bilhão em dividendos e juros sobre capital próprio. Desse montante, R$1,1 bilhão foram para os três principais integrantes do bloco controlador — Élvio, Flávio e Lisiane Gurgel Rocha.