A Itaúsa, acionista da Aegea, afirmou que espera que a companhia de saneamento alcance uma avaliação superior aos atuais R$ 40,5 bilhões (US$ 7,8 bilhões) enquanto se prepara para uma oferta pública inicial de ações nos próximos meses.

“Acreditamos que a empresa vale mais do que isso”, disse a diretora financeira da Itaúsa, Priscila Grecco, em entrevista nesta terça-feira, após o conglomerado divulgar os resultados do quarto trimestre.

A Itaúsa, uma das maiores holdings de investimentos do Brasil, com um portfólio avaliado em R$ 209,9 bilhões (US$ 40,4 bilhões) no fim do ano, tem como acionistas controladores membros das famílias Setubal e Villela.

A companhia detém cerca de 13% da Aegea, que pode abrir capital até o início de junho, disse mais cedo nesta terça-feira o presidente-executivo da Itaúsa, Alfredo Setubal.

Grecco também afirmou que a Aegea está considerando comprar uma participação na companhia estadual de água e saneamento Cia de Saneamento de Minas Gerais, conhecida como Copasa, classificando-a como um “ativo interessante”.

A Itaúsa detém o controle do Itaú Unibanco, o maior banco do Brasil, que pagou dividendos recordes no ano passado, enquanto suas ações subiram 45%. Isso, por sua vez, impulsionou os proventos pagos aos acionistas da Itaúsa.

O conglomerado também possui participações na fabricante de calçados Alpargatas, conhecida pelas famosas sandálias Havaianas, além de negócios industriais e de energia.

Com os custos de captação elevados no Brasil, a Itaúsa não tem planos imediatos de realizar novos investimentos, disse Grecco, embora continue analisando oportunidades.

“Queremos ver taxas de juros que tornem novos investimentos viáveis”, afirmou ela.