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Lucro dos maiores bancos em 2020 tem maior queda em 20 anos

Retorno ao acionista foi o pior desde 1995, diz Economatica.

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novos bilionários brasileiros 2021 - imagem decorativa
Crédito: Shutterstock

O lucro dos quatro maiores bancos de capital aberto do Brasil registraram em 2020 uma queda de 24%, a maior desde o ano 2000, segundo dados divulgados pela provedora de dados financeiros Economatica. Somados, os resultados de Itaú Unibanco (ITUB4 e ITUB3), Bradesco (BBDC3 e BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3) e Santander (SANB11) atingiram R$ 61 bilhões. 

A queda representa a variação nominal dos resultados, ou seja, não considera a inflação. No entanto, se for incluída no cálculo a variação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o recuo foi ainda maior, de 26%. 

A baixa no lucro ocorreu logo no ano seguinte ao recorde do maior lucro já registrado pelos bancos. Esse resultado ocorreu em 2019, com a soma de R$ 85 bilhões com valores ajustados pelo IPCA até dezembro de 2020 ou R$ 81,5 bilhões em valores nominais.

Acionista tem retorno menor

Em um ano marcado pelos desafios da pandemia da covid-19, os bancos marcaram ainda o menor retorno aos acionistas desde 1995. Considerando o indicador do retorno sobre o patrimônio (ROE), o de 2020 foi de 12%. 

Na divisão por empresas, o Santander teve o melhor resultado pelo ROE, com 17,9%. Foi o terceiro ano seguido que o banco ficou à frente dos concorrentes nessa comparação. Já os resultados dos demais ficaram próximos: 12,1% do Banco do Brasil, 12% do Bradesco e 11,5% do Itaú Unibanco. 

Considerando a variação entre o retorno em 2019 e 2020, a pesquisa mostra que o Banco do Brasil e Itaú Unibanco registram as maiores quedas de ROE, com perda de 7,5 e 7,2 pontos percentuais, respectivamente. O Bradesco teve queda de 5,7 pontos percentuais e o Santander, de 3,1 pontos percentuais.

Os acionistas de bancos também tiveram um 2020 com menos dividendos e juros sobre capital próprio (JCP). Os quatro bancos pagaram, somados, R$ 29 bilhões – 48% menos que em 2019. 

Entre as empresas, o Bradesco registrou o menor valor distribuído no ano, com R$ 1,4 milhão, o que representa queda de quase 92% em relação ao ano de 2019. O Itaú teve a segunda maior queda, de 53%, para R$ 12 bilhões, enquanto o Banco do Brasil teve recuo de 14% no valor pago aos acionistas, para R$ 6 bilhões.

Na outra ponta, o Santander foi o único banco que registrou crescimento, com alta de 45% de distribuição de dividendos e JCP entre 2019 e 2020, a R$ 1,4 bilhão.

Mais comparações

A Economatica avaliou também as variações das receitas de cada empresa. O Santander é o único banco com crescimento de receitas no ano de 2020, com alta de 31%. Já o Bradesco teve a maior queda, perdendo 25%. Itaú teve queda de quase 7% e Banco do Brasil, 5%. 

Já na lista das maiores perdas de valor de mercado desde 2020 até este mês, o Banco do Brasil lidera com baixa de aproximadamente 36%. Bradesco tem queda de 25%, Itaú de 23% e Santander, de 17%. 

Veja também: Itaú, Bradesco ou Banco do Brasil? Compare as ações dos 3 bancos mais negociadas

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