“A competição não é algo ruim”, disse Christian Meunier, presidente da Nissan para as Américas, a jornalistas em São Paulo. “Nosso dever é oferecer um produto, um serviço e uma experiência ao cliente que seja melhor do que o dos chineses. E, se fizermos isso, estaremos bem.”
Fabricantes chineses de veículos elétricos estão avançando cada vez mais pela América Latina, incluindo Brasil e México, utilizando preços agressivos para escoar o excesso de produção na China. O aumento repentino levou os governos desses dois países, que possuem os maiores mercados de automóveis da região, a elevar tarifas para reduzir o impacto da chegada maciça de importações chinesas.
Isso levou algumas montadoras chinesas a iniciar produção local de veículos para expandir sua participação de mercado, mas mesmo esses esforços enfrentam obstáculos devido à pressão de concorrentes mais consolidados.
Embora Meunier tenha afirmado que a expansão das marcas chinesas no exterior é apoiada por subsídios do governo chinês, elas frequentemente carecem de redes de concessionárias e serviços, essenciais para ganhos de longo prazo e permanência no mercado. “Algumas são bem-sucedidas, outras nem tanto”, disse ele. “Não sei quantas vão sobreviver.”
Sem parcerias
A Nissan não tem planos de formar parcerias com empresas chinesas na região, ao contrário do acordo da Renault com o Zhejiang Geely Holding Group no Brasil e do contrato de produção da Stellantis com a Zhejiang Leapmotor Technologies no país.
“Não, não temos qualquer intenção aqui”, afirmou.
A fábrica da montadora japonesa no Brasil, que recebeu R$ 2,8 bilhões (US$ 575 milhões) em investimentos em 2023, atualmente produz motores, além dos modelos Kait, um crossover compacto, e Kicks, um SUV subcompacto.