Com a mudança anunciada nesta manhã de sexta-feira (10), o estádio, até então conhecido como Allianz Parque e que se tornou um dos mais utilizados do mundo para shows e festivais, terá um novo nome definido por votação popular.
As opções apresentadas são Nubank Parque, Nubank Arena e Parque Nubank, e a escolha será feita por meio de uma plataforma online.
Segundo fontes de mercado, o contrato com o Nubank deve vigorar até 2034. Uma década depois, em 2044, vence o contrato que garante à WTorre o direito de exploração comercial do estádio. A partir de 2045, a gestão e o controle do estádio passam a ser integralmente do Palmeiras.
O novo acordo prevê que o Nubank terá direito a montar um espaço dentro do estádio, com portão de entrada à parte, dedicado à sua base de clientes no segmento de alta renda, denominado Ultravioleta.
“Neste momento do banco, pensamos em como podemos levar experiências novas e ampliar a nossa capacidade de construir esse relacionamento com o cliente, sempre com a visão do novo”, disse Livia Chanes, CEO do Nubank no Brasil, em entrevista coletiva em São Paulo nesta sexta.
Associação com o esporte
Este será o segundo estádio com naming rights do Nubank e representa o aprofundamento da relação do banco com o esporte, em uma tendência global de grandes marcas, não só do setor financeiro.
No início de março, a fintech anunciou um acordo com o Inter Miami, time do craque argentino Lionel Messi, para batizar a nova arena da equipe na cidade americana como “Nu Stadium”, além de garantir exposição da marca nas camisas do clube. A inauguração do Nu Stadium, em Miami (EUA), aconteceu há menos de uma semana.
Recentemente, o banco também acertou um contrato de patrocínio com a equipe Mercedes na Fórmula 1 – que lidera o Campeonato Mundial nesta temporada de 2026.
O movimento faz parte da estratégia do banco digital de ampliar sua presença internacional, em particular no mercado americano. Em janeiro, o Nubank recebeu aprovação do órgão regulador americano, o OCC, para operar como banco nacional nos Estados Unidos.
O banco também tem adotado iniciativas voltadas para atletas amadores: no início do ano, anunciou contrato de patrocínio para as provas do Ironman no Brasil, principal série de provas de triatlo de resistência no mundo.
Antes disso, acertou o patrocínio a corridas de rua como a SP City Marathon, uma das principais maratonas e meia maratonas do país, realizada todo ano no mês de julho.
Rescisão com a Allianz
No estádio do Palmeiras, o acordo anterior da WTorre com a Allianz previa pagamento de R$ 300 milhões ao longo de 20 anos, ou cerca de R$ 15 milhões por ano, corrigidos pela inflação.
Considerado defasado em termos comerciais pelas partes – assinado em um momento em que o modelo de negócios era novo no país e o clube não era tão vitorioso –, o contrato foi encerrado antecipadamente, de forma amigável, oito anos antes do prazo original.
Segundo a WTorre, o clube não participou diretamente das negociações, dado que os direitos de exploração comercial da arena pertencem à construtora até o fim da concessão.
O Palmeiras recebe um percentual das receitas geradas, fatia que chegou a 15% no caso dos naming rights após reajuste recente.