O novo diretor-presidente (CEO) da Walmart, John Furner, quer que os funcionários compartilhem o que está atrapalhando seu trabalho.

Em seu primeiro memorando para toda a companhia desde que assumiu o cargo, em 1º de fevereiro, Furner disse ter um “pedido simples: digam-me uma coisa que os atrasa ou torna mais difícil fazer o seu trabalho”.

O executivo, de 51 anos e veterano da Walmart, passará as primeiras semanas visitando lojas, instalações da cadeia de suprimentos e escritórios de apoio ao redor do mundo, segundo o memorando visto pela Bloomberg. Ele afirmou que falará diretamente com os funcionários para entender quais melhorias são necessárias.

Outros CEOs adotaram abordagens semelhantes nos últimos anos. O CEO da Amazon, Andy Jassy, e o CEO do JPMorgan Chase & Co., Jamie Dimon, por exemplo, pediram no ano passado que suas equipes compartilhassem exemplos de burocracia corporativa que precisariam ser eliminados.

A Walmart tem cerca de 2,1 milhões de funcionários, incluindo 1,6 milhão nos Estados Unidos, onde é o maior empregador privado.

Furner busca definir sua agenda em um momento de pico para a companhia: a Walmart acaba de alcançar um valor de mercado de US$ 1 trilhão, e os avanços no comércio eletrônico permitiram ampliar sua base de clientes para públicos mais novos e de maior renda. A empresa agora pretende integrar a inteligência artificial em todas as suas operações.

“Eu tive o privilégio de aprender este negócio desde a base”, disse Furner no memorando, acrescentando que essas experiências moldaram seu estilo de liderança. Segundo ele, a IA está simplificando a tomada de decisões e liberando os funcionários para que possam dedicar mais tempo aos clientes e uns aos outros.