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Petrobras reverte prejuízo e lucra R$ 31 bilhões no 3º tri

A receita da empresa subiu 71,9% no período, ante o mesmo intervalo do ano passado, para R$ 121,5 bilhões.

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Plataforma P-51 da Petrobras em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro
Plataforma P-51 da Petrobras em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro REUTERS/Bruno Domingos

A Petrobras (PETR3 PETR4)  reverteu o prejuízo de R$ 1,5 bilhão registrado no terceiro trimestre do ano passado, ao registrar lucro líquido R$ 31,14 bilhões no mesmo intervalo deste ano.

O resultado, segundo release de resultados da empresa, foi beneficiado por itens não-recorrentes, com destaque para a reversão de impairment (reconhecimento de perdas da recuperabilidade econômica de seus ativos).

Trata-se do ganho com o recebimento pelo acordo de coparticipação referente ao excedente da Cessão Onerosa do campo de Búzios e os efeitos da não incidência do IRPJ/CSLL sobre atualização pela Selic de indébitos tributários, parcialmente compensados pela revisão atuarial referente à coparticipação do plano de saúde dos funcionários.

Excluindo os efeitos não recorrentes, o lucro líquido teria sido de R$ 17,4 bilhões, segundo a empresa. Em relação ao segundo trimestre, os ganhos da petroleira caíram 27,3%.

A receita da empresa subiu 71,9% no terceiro trimestre, ante o mesmo intervalo do ano passado, para R$ 121,5 bilhões. Segundo a estatal, a melhora se deve, principalmente, à valorização do petróleo Brent de 5%, ao aumento dos volumes e preços de derivados no mercado interno e à maior receita de gás natural e energia elétrica.

A companhia informou que em termos da composição da receita no mercado interno, o diesel e a gasolina continuaram sendo os principais produtos, respondendo juntos por 71% da receita nacional de vendas de derivados de petróleo entre junho e agosto.

O Ebitda ajustado, por sua vez, subiu 81,7%, para R$ 60,74 bilhões.

Investimentos da Petrobras

No terceiro trimestre, os investimentos totalizaram US$ 1,9 bilhão, 13,7% acima do que o mesmo intervalo de 2020. Em 30 de setembro de 2021, a dívida bruta alcançou R$ 199,71 bilhões, 8,2% inferior a 30 de junho de 2021 e abaixo das metas estabelecidas para os anos de 2021 e 2022, principalmente em função de pré-pagamento de dívida. Já a dívida líquida ficou em R$ 261,81 bilhões, queda de 1,7%.

“Atingimos nossa meta de endividamento muito antes do planejado e estamos dividindo parte das riquezas geradas com a sociedade e nossos acionistas através de impostos, dividendos, criação de empregos e investimentos. Ainda almejamos muito mais para a nossa Petrobras e, portanto, seguiremos trabalhando com afinco e racionalidade, investindo responsavelmente nos ativos mais rentáveis para gerar assim cada vez mais prosperidade”, disse Joaquim Silva e Luna, CEO da companhia em relatório de resultados.

Proventos

A companhia também informou na noite desta quinta-feira que seu conselho de administração aprovou o pagamento de nova antecipação da remuneração aos acionistas relativa ao exercício de 2021, no valor total de R$ 31,8 bilhões (cerca de US$ 6 bilhões), o que equivale a quantia bruta de R$ 2,437 por ação. Confira.

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